Meias 3F da Berg Outdoor


Há uns meses atrás li algures que a marca Berg Outdoor foi distinguida em três dos seus produtos, com o prémio Gold Winner na categoria Performance, na maior feira do mercado desportivo: a “ISPO 2013”, em Munique. 
Um destes galardões foi para as meias 3F, que é descrita como uma solução revolucionária 3 em 1: perneira de compressão + polaina + meia de trail running integrados num só produto sem costuras. É ainda anunciado que as perneiras e as polainas são à prova de água por terem sofrido o tratamento Barrier da Heiq, e que as perneiras promovem a circulação sanguínea, a oxigenação e termorregulação.

Estando eu a necessitar de meias, perneiras de compressão e polainas para trail, o produto interessou-me e fui até à Sportzone do Colombo para ver a qualidade, preço e se efectivamente valiam o investimento.

Chegado à loja, encontrei facilmente estas meias num expositor de equipamentos Berg, e verifiquei que a qualidade das meias é boa, as perneiras cumprem os requisitos de compressão e a qualidade é igualmente boa, e as polainas estavam lá não podendo testar a questão de serem ou não à prova de água. Mas obviamente, fazendo boa-fé no anunciado, nada faria prever o contrário. O preço para um produto destes 3 em 1, também não foi mau: 34,99 €; preço de valor igual ao inferior ao de apenas umas perneiras de muitas outras marcas. O único senão não podia experimentar as meias por uma questão de higiene. Na altura não me pareceu uma questão problemática, afinal quem não sabe calçar umas meias, mas…

Entretanto convenci o Vargas a comprar também umas Berg 3F.
Chegados cada um a sua casa, toca a experimentar as meias e… a meia tudo bem, a perneira tudo bem, mas e a polaina?!… Como é que se conseguia colocar a polaina correctamente na ténis sem forçar, ao ponto de partir, o fio de suporte que deverá prender por baixo da sola dos ténis? Foi a questão que colocámos um ao outro. Experiência para aqui, experiência para ali, e perdemos umas horas à volta das meias. 
Mais impaciente, o Vargas foi no dia seguinte à Sportzone de Torres Vedras solicitar instruções acerca de como colocar as polainas e, surpreendentemente, nenhum dos funcionários da loja as soube ensinar ou calçar as polainas correctamente. Resultado o Vargas devolveu as meias dele. 
Eu resolvi indagar a Berg através da sua página do Facebook, local onde presta alguns esclarecimentos a questões que são colocadas pelos utilizadores, mas até ao momento ainda não obtive qualquer resposta. Por coincidência ou talvez não, estas meias desapareceram entretanto do site da Berg, bem como a referência ao prémio que tinham ganho.
Por coincidência e em conversa com outros amigos das corridas, descobri que eu e o Vargas não eramos os únicos com este problema de como colocar as polainas.
Chegado a este ponto estava quase decidido a ir à Sportzone devolver também as meias que adquiri, mas à pressa antes de ir para um treino, resolvi fazer uma derradeira tentativa que… resultou!!!

É esse método que utilizo agora para as calçar as minhas 3F e que partilho de seguida:
Antes de mais é necessário verificar se o fio que prende o suporte da polaina passa correctamente pelo sitio destinado para o efeito. Numa das minha meias, por motivo que desconheço o fio não fazia o circuito correcto, saindo directamente do ponto vermelho mais à direita, para a mola que prende as duas pontas do fio. É igualmente necessário, e caso não esteja já assim, fazer um nó nas extremidades do fio após estes terem passado a mola que as prende.

De seguida é necessário centrar o fio o melhor possível, tendo como referência a mola e meio da polaina. Se o fio que dá a volta à polaina estiver muito maior de um dos lados, irá ser difícil colocar a mesma.

Se puxarem o fio pela mola, conseguem verificar se ele está equilibrado para ambos os lados da polaina.

As fotos seguintes mostram como eu coloco as polainas. Utilizei para estas fotos uns ténis de estrada por ter os ténis de trail cheios de lama. Obviamente o processo é o mesmo, eventualmente será um pouco mais dificultado pelo relevo da sola que os ténis de trail tradicionalmente têm.

Calçar a meia e a perneira não será tarefa árdua. Como primeiro passo para colocar a polaina, chego a parte da posterior da polaina para a frente, apenas o suficiente para cobrir os atacadores. Aproveito para colocar os atacadores o mais confortável possível por debaixo da polaina.

Atrás, dou a maior folga possível ao fio que rodeia a polaina, e puxo a parte anterior da polaina o mais para baixo possível, de modo à polaina cumprir a sua função.  

Com a parte posterior da polaina já em baixo, empurro o fio de suporte da polaina, cujo objectivo será o de ficar a meio do sapato, na parte que geralmente é a mais baixa da sola da sapatilha. 

Esta é a tarefa que coloca sempre a dúvida se o fio de suporte vai aguentar a pressão necessária que temos de fazer, até conseguirmos alcançar o meio da sola dos ténis. Sem medos e com alguma paciência, vamos empurrando gradualmente dos dois lados, de modo ao deslocamento ser uniforme, e após alguma pressão o fio de suporte está no local desejado.

É agora necessário encaixar a mola posterior da polaina, no atacador que está mais na frente dos ténis. Esta tarefa já não deverá apresentar qualquer dificuldade, e é a oportunidade para ajustar correctamente a polaina a ambos os lados da sapatilha.

Termino o ajustamento atrás, apertando a mola que prende as pontas do fio que circunda a polaina. Se necessário e para que a colocação da polaina fique perfeita, procedo aos ajustamentos finais.


O resultado final deverá ser parecido ao da foto acima, com a polaina estica e ajustada à frente e atrás, e com o fio de suporte a passar pelo centro da sola dos ténis.



Desenvolvido o método de utilização, devo acrescentar que a confirmo a resistência à agua da polaina e das perneiras; que considero as meias bastante confortáveis em distâncias longas, e que as perneiras cumprem a sua função de compressão sem qualquer problema. O fio da polaina que passa por baixo dos ténis já durou cerca de 120 Km de treinos, mas estou curioso quanto à durabilidade global do mesmo.

Em resumo, considero as meias Berg 3F um equipamento completo nas funções a que se propõe cumprir, por um valor bastante razoável, e que até ao momento me satisfazem perfeitamente na sua utilização. As primeiras tentativas para colocar as polainas não devem ser fáceis, mas com a prática em 5 minutos temos as meias calçadas e as polainas bem colocadas. 
Espero ter contribuído para facilitar a utilização caso tenham adquirido também estas meias. Se tiverem outro método para colocar as polainas, seja ele mais eficaz ou não, partilhem também connosco. A partilha do conhecimento nunca fez mal a ninguém 😉


Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

A solução para transportar chaves, dinheiro e cartões

Uma coisa que me incomoda no treino e nas corridas é ter de correr com coisas dispensáveis à corrida, mas que por um motivo ou por outro têm de ser transportadas comigo, tipo as chaves de casa ou do carro, notas ou moedas, bilhetes de transportes, ou outros objectos de uso quotidiano que nos farão sempre falta. Como não gosto de andar com bolsas à cintura, o destino é sempre o mesmo, o bolso dos calções.

O auge desta irritação aconteceu há pouco mais de um ano por altura da minha participação na Meia Maratona de Lisboa, em que por motivo de ter ficado preso no trânsito, vi-me obrigado a correr para o metro para chegar à partida a horas. Resultado, um bilhete de metro e mais umas moedas soltas para o bolso dos calções. O que parece uma acção inofensiva na realidade não o é de todo. Ir a correr durante 21 Km com moedas a chocalhar o tempo todo num bolso é, para mim, de “cortar os pulsos”. Já para não falar no bilhete de metro que à chegada estava simplesmente “esfarinhado” e claro inutilizado para usos futuros. Desde então que procurei alternativas para transportar este tipo de objectos da maneira mais segura possível, tendo optado por um pequeno saco de plástico com fecho que permitia colocar a chave do carro, uma nota e um ou dois cartões sem o perigo de os danificar. 
Não sendo a solução perfeita resolveu em parte o meu problema… Até que descobri a Lockbox.
A lockbox na minha mão
A Lockbox é uma carteira de silicone, que pesa apenas 65 gramas, e que permite transportar confortavelmente no bolso dos calções (ou outro), chaves, notas e moedas e cartões. Tudo arrumadinho nos locais próprios, sem chocalhos e, sem água ou suor que dê cabo de notas, cartões ou bilhetes.
A Lockbox e o futuro conteúdo para este teste: 2 moedas, 1 nota, a chave do carro e dois cartões

As dimensões são as mínimas e necessárias ao transporte destes objectos, 99x61x19, segundo o fabricante. O fecho é bastante seguro, tipo jaw lock, e até agora a lockbox nunca se abriu em qualquer treino em que a utilizei e parece-me quase uma impossibilidade isso poder acontecer.

A lockbox aberta, com o espaço para moedas e cartões à direita, e chaves e notas à esquerda
Eu adquiri em preto mas há cores para todos os gostos. Há modelos desde 19,90 € o que não sendo barato também não me parece caro, se considerarmos que uma bolsa de telemóvel para corrida das mais económicas custa 9 ou 10 Euros.
Tudo encaixa na perfeição
Design e funcionalidade excelentes, utilidade (para mim) excelente e preço bastante razoável. É sem dúvida um acessório que recomendo para quem se revê com os problemas que identifiquei no início desta análise.
Objectos no interior da lockbox e ainda cabiam mais…
Este produto pode ser adquirido online no site do fabricante em http://www.lockbox.eu/

Continuação de bons treinos e melhores corridas!!!

23ª Meia Maratona de Lisboa – 2013

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
A Meia Maratona de Lisboa tem um significado especial para mim, pois foi há precisamente um ano nesta prova, que corri pela primeira vez a distância de 21 Km. Esta prova, em 2012, foi a minha terceira corrida desta curta “carreira” desportiva, (depois da Corrida do Tejo 2011 e São Silvestre de Lisboa 2011, ambas de 10 Km), o que me leva a questionar: quanto vale um ano de treinos e corridas?


A prova

Apesar de ter um significado especial por ter sido a minha estreia na distância, está longe de ser uma das minhas provas favoritas. A logística de pré corrida tem de estar afinada; há muitos participantes quer da Meia quer da Mini, e a ponte não é assim tão larga para uma partida confortável para todos os ritmos. O percurso é agradável, mas com muitas zonas estreitas o que dificulta quem corre no meio do pelotão, pois é necessário desacelerar para não atropelar outros participantes, perdendo-se assim algum tempo. Ainda assim e no que diz respeito à zona da Partida no garrafão da Ponte, este ano pareceu-me que foram introduzidas melhorias nos acessos e zonas de partida propriamente dita, beneficiando os participantes da Meia Maratona.


O equipamento e os zingarelhos

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
Há um ano era a minha estreia na distância e, apesar de confiante de que ia acabar nem que fosse a rastejar, o nervoso miudinho da estreia faz-nos sempre pensar em como será correr 21 Km. Um ano depois, a certeza de que acabaria a corrida era de 100%, excepto se algum imprevisto acontecesse durante a prova. Arrisquei até tentar correr para um novo PBT, o que não veio a acontecer.
Em 2012 era tão verdinho nestas coisas das corridas, que com medo da chuva resolvi correr de camisola de inverno e de manga comprida. Como extra levava ainda uma cinta de aquecimento, pois não gostava de sentir o “pneu” aos saltos enquanto corria! Esta combinação veio a mostrar-se um erro tremendo, pois a meio da prova o sol apareceu em força, e metade da prova foi suar e desidratar a uma velocidade bem mais rápida do que aquela a que conseguia correr. Este ano foi tudo mais tranquilo, com o tradicional calção, t-shirt de corrida e nada mais. Novamente este ano o tempo foi diverso: chuva, vento, sol e calor, mas uma t-shirt de corrida chega e sobra para todas as variantes climatéricas.
Os zingarelhos que utilizo também mudaram radicalmente de 2012 para 2013. Há um ano acompanhou-me o meu telefone com a aplicação Adidas Micoach. Era neste conjunto que fazia fé para fazer uma boa corrida! Para um rookie das corridas, ter uma treinadora ao ouvido a informar-nos se devemos acelerar ou desacelerar, e termos a noção exacta do ritmo que levamos e se está de acordo com o que foi treinado ou não, é uma mais-valia que só quem não conhece não pode apreciar. Pois para meu azar o zingarelho do GPS do telefone deixou de funcionar 300 metros depois da partida e apenas regressou à vida por volta dos 8 km, e mesmo assim apenas se manteve vivo a espaços entre os 8 km e a chegada. Neste capítulo dos zingarelhos fiz uma corrida quase às escuras e possivelmente se tudo tivesse funcionado a 100% poderia ter gerido o esforço duma maneira muito mais eficiente. Este ano troquei o zingarelho telefónico por um relógio com GPS, que apesar de não ter a treinadora ao ouvido a dar-me instruções, permite igualmente ter toda a informação em tempo real e assim gerir melhor a corrida. O GPS do relógio é bem mais sensível que o do telefone, e neste aspecto penso ser uma mais-valia interessante, pois ganhei fiabilidade de informação durante a corrida. Por outro lado após um ano de treinos, a dependência dos zingarelhos já é bem menor, e caso o zingarelho deixasse de funcionar o stress seria agora mínimo.


A corrida

Foto do site oficial da Meia Maratona de Lisboa
Finalmente o que mais interessa, como correu a corrida. Há um ano foi a corrida de estreia e nos poucos meses em que tinha começado esta aventura de correr, teria nas pernas pouco mais de centena e meia de quilómetros. Estava apostado em terminar a corrida e eventualmente conseguir um tempo entre as 2h05 e as 2h15. Comecei a corrida um pouco “abananado” pois as pernas ressentiram-se da hora de espera em que estive no garrafão em pé à espera do tiro de partida, sem me puder mexer e muito menos aquecer. Depois o zingarelho deixou de funcionar e deixou-me às escuras sem poder controlar o ritmo como estava habituado nos treinos. Depois a história do equipamento, que no final já se tornava um verdadeiro martírio. No entanto a vontade de chegar ao fim foi sempre maior, e sem outros sobressaltos dignos de registo terminei a corrida em 2h19’38”, um pouco acima do que tinha previsto inicialmente, mas o sabor de terminar a primeira Meia Maratona sobrepôs-se a qualquer tempo que pudesse ter realizado. Este ano esperava uma corrida tranquila, já com mais sete Meia Maratonas e uma Maratona de experiência, e sobretudo com mais 2000 Km corridos em treinos e provas nas pernas. O meu PBT da Meia Maratona é 1h52’ e arrisquei propor-me o tempo de 1h50 como limite para esta corrida. No entanto após os 5 Km de corrida percebi que não seria hoje que ia baixar o PBT. Por alguma falta de concentração não me conseguia focar no ritmo de corrida, e os 5’10”/Km que tinha apontado como ritmo constante para toda a corrida, teimavam em subir para algo entre os 5’30” e os 6’00”, o que originou toda uma corrida aos repelões e cheia de mudanças de ritmo, o que geralmente não beneficia muito a minha corrida. A multidão desta prova também não ajuda, pois os zigzagues para quem corre no meio do pelotão são uma inevitabilidade do início ao fim da corrida. Acabei assim esta corrida em ritmo de treino e com o tempo de 1h58’06”.


O Alexandre e eu após finalizarmos a Meia Maratona de Lisboa
Em resumo, em um ano de treinos e corridas a melhoria foi de 21’32” o que não deixa de ser significativo. O acumular de quilómetros nas pernas, e a experiência de um ano na preparação de treinos e corridas, na escolha dos equipamentos e dos zingarelhos, revela-se assim de relevante preponderância para quem encara as corridas como objectivos pessoais, sejam eles de cronómetro ou de desenvolvimento pessoal. Citando Oscar Wild, a experiência é o nome que damos aos nossos erros, e sem dúvida que um ano nos permite adquirir muito conhecimento e corrigir muitos erros.
  
Continuação de bons treinos e boas corridas!

Começar a correr

Começar a correr…

As primeiras semanas foram como se tivesse morrido. Depois… bem, depois foi como se tivesse renascido!

É difícil atingir um objectivo sem sacrifícios. O meu objectivo começou por ser, e ainda é, perder os quilos que transporto a mais.
No longínquo 2010, algures antes do Verão, comecei esta luta. Com muita (alguma) vontade e outro tanto de determinação. Lembro-me que o meu primeiro treino foi no Paredão de Oeiras, 3,5 Km para cada lado. Sentia-me tão bem que decidi algures durante o treino que ia correr o paredão todo. Resultado, se corri os primeiros 3,5 Km, voltar para trás foi uma aventura e demorou uma eternidade. Foi a passo e demorei quase duas horas para fazer esses 7 Kms!!!

A minha estreia em corridas 🙂
Passou o verão e os treinos que fiz resultaram na perda dos quilinhos extra do extra que já tinha na altura. Motivador, mas correr para mim sempre foi chato e aborrecido, e nada melhor do que a chegada do frio e da chuva, para arranjar um bom motivo para fazer uma pausa nos treinos. Primeiro durou um dia, depois uma semana, depois chegou o Natal, a seguir a passagem de Ano, depois o Carnaval, a Páscoa e por aí fora, e quando dei por ela os quilos extra do extra não só tinham regressado, como trouxeram por afinidade outros quilinhos amigos extra do extra do extra. Na realidade passou um ano entre a meia dúzia de treinos que fiz em 2010 até começar a correr de novo em Outubro de 2011.

O que mudou entretanto? Apenas um clique. O que em 2010 era uma intenção, em 2011 transformou-se num objectivo, e decidi que iria fazer os sacrifícios necessários para cumprir esse objectivo. Adquiri um zingarelho para monitorizar os meus treinos, o famoso Adidas Micoach, e comecei a participar em corridas. Estreei-me nos 10Km da Corrida do Tejo de 2011, com literalmente meia dúzia de treinos nas pernas. A alegria de cortar a meta foi indescritível, mas quando ao cortar a meta olhei para o cronómetro e vi 1h02, imediatamente defini o objectivo seguinte: correr os 10km em menos de uma hora. O novo objectivo foi concretizado dois meses depois na São Silvestre de Lisboa, onde tirei cercar de 6 minutos ao meu tempo de estreia nos 10Km. E é assim que de corrida em corrida e de objectivo em objectivo, tenho continuado a correr e a perseguir o objectivo principal, o tal de perder os quilos extra.

Sacrifícios, sim são necessários. Primeiro aprendi a viver morto-vivo nos primeiros meses de treinos. Depois tive de trocar muitas jantaradas, saídas com amigos, eventos, aniversários, tempo com a família, e outras actividades que habitualmente fazia, por horas de treino, alimentação mais saudável e descanso. Na prática tive de redefinir um novo equilíbrio pessoal e relacional com todos os meus amigos, família e até comigo próprio, tarefa que acreditem que não foi/é fácil.
O último objectivo cumprido: correr uma maratona.
Por outro lado a sensação de ter renascido ao fim de uns meses de treinos e o sabor indescritível de cumprir os objectivos a que me proponho, são a motivação que me levam a correr todos os dias um bocadinho mais ou um pouco mais depressa. Sem pressões e sem loucuras, dando pequenos passos de cada vez e cruzando metas todos os dias em busca do objectivo final.

As primeiras semanas foram como se tivesse morrido. Depois… bem, depois foi como se tivesse renascido!