O avião

Há umas semanas atrás escrevi aqui sobre o Body Balance, postura e equilíbrio, podem reler clicando aqui.

Hoje foi um dia feliz para mim, pois com a ajuda da equipa do Kalorias de Linda-a-Velha começo a ver resultados e a recuperar muita da postura e equilíbrio perdidos com a lesão no tornozelo.

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Pose do Avião

Há um mês atrás era de todo impossível conseguir manter-me equilibrado nas poses do “Avião” e do “Guerreiro 3”. Após estas semanas e com algum trabalho específico, que passa pelo Body Balance, exercícios no Bosu e exercícios de reforço muscular no tornozelo, hoje consegui de novo fazer, com cerca de 95% de qualidade , as poses do “Avião” e do “Guerreiro 3” com a perna direita, e a cerca de 85% com a perna esquerda.

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Pose do Guerreiro III

Ainda não está perfeito mas foi uma grande evolução, e quando se percebe que estamos a evoluir e a ganhar ou recuperar capacidades, é sempre motivo de satisfação redobrada e motivação para continuar a treinar forte.

Conseguir correr de novo com a postura e equilíbrio a 100%, vai ser fundamental para os desafios que se aproximam.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Fear of the Dark

Este é um artigo com banda sonora. Um bom Heavy Metal, anos 80 no seu melhor, para acompanhar um artigo também ele algo pesado para os atletas, ou não fosse abordar o tema das lesões.

Seja para os desportistas profissionais, seja para estes “malucos” que correm, acontecer uma lesão, por mais pequena que ela seja, é sempre um contratempo com uma dimensão estratosférica. Se para os desportistas profissionais é um contratempo porque não podem exercer a sua profissão e eventualmente ganhar auferir menos por isso, para os “malucos” que correm é um contratempo porque mexe com o seu bem-estar físico e psíquico, com a sua agenda social, e não raras vezes com o investimento que se fez, para ir correr em turismo num lugar distante do local de treinos habitual. Os “malucos” que correm costumam por isso ficar rezingões, chatos e implicativos quando não podem correr. Ao fim de dois dias sem correr parecem crianças com sarampo, quando não podem sair de casa nem brincar com os amigos.

Depois uns dias, semanas, ou meses depois, recupera-se da lesão e volta-se a poder correr, mas aí… surge (quase sempre) a fase do medo. Uma espécie de, como diz a canção, medo do escuro, de não olhar para o lado porque sentimos algo a observar-nos. É um pouco, um tipo torce o tornozelo, recomeça a correr nos trilhos, mas não dá a passada forte que dava anteriormente, não pula para aqui e para ali porque parece que ainda sente qualquer coisa…

E se calhar até sente, porque os “malucos” que correm recomeçam quase todos a treinar antes de curar a 100% as lesões…

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Aproveito para desejar boa sorte a todos os amigos que vão participar este fim-de-semana no Gerês Trail Adventure. É com muita pena que este ano não posso participar, mas a experiência do ano passado, na primeira edição do GTA, foi brutal. Divirtam-se e boa prova para todos.

Gosto deste fervilhar…

O MIUT já lá vai e já começo a sentir o fervilhar de emoções com o próximo grande desafio que se avizinha: o Andorra Mitic Ultra Trail.

Perfil2015Mitic

Gosto desta sensação de novos desafios e de novas metas a aproximarem-se, uma espécie de friozinho no estômago ao pensar nas novas montanhas e nos novos limites para ultrapassar.

Faltam dois meses e desejo sobretudo que o tornozelo fique rapidamente a 100% para puder treinar e correr em condições nas montanhas de Andorra.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Subir as Torres Petronas

A recuperação do meu tornozelo continua a bom ritmo e cada dia que passa posso ir alargando o meu leque de treinos. Muito em breve espero regressar em força aos trilhos.

Hoje no Kalorias, depois dos já tradicionais 35 minutos sempre a subir rampas na elíptica, foi dia de subir escadas. O movimento de subir degraus já não apresenta dor no tornozelo e para testar se está tudo ok escolhi o exercício de subir as Torres Petronas, actualmente o sexto edifício mais alto do mundo com 452 metros de altura.

No final foram 1575 degraus ou, se preferirem, 97 andares, em 13 minutos. Parece que é muito mas na realidade é muito pouco, no MIUT vão ser cerca de 6 quilómetros sempre a subir degraus, pelo que hoje foi mesmo só um teste ao tornozelo.

Mas como desafio é interessante, pelo que brevemente irei tentar repetir o exercício mas mais depressa.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!! 😉

A importância do período de "Tapering"!

A propósito da participação em mais uma maratona, neste caso a de Lisboa já no próximo dia 6 de Outubro, partilho aqui um excelente texto do meu amigo Carlos Caetano sobre o período de descanso necessário antes de uma prova importante: o período de “tapering”.



Leiam então com atenção:

Infelizmente não há um termo português a dar a isto. O “Tapering” é um termo utilizado em desportos de resistência e consiste simplesmente em reduzir a carga de treino do atleta antes de uma corrida importante. Isto porque se chegou à conclusão que um período de descanso forçado antes de uma corrida aumenta significativamente o nível de condicionamento físico de atleta e aumenta o seu desempenho em cerca de 3%. Para os corredores de uma maratona, estes 3% podem-se traduzir em ser cerca de 5-10 minutos mais rápidos nessa distância.

A explicação bioquímica para a redução gradual é que, ao proporcionar descanso ao corpo, pode-se recuperar do choque de semanas e meses de treinos duros e, desta forma, ter mais hipóteses para um desempenho de topo. O treino pesado realizado pelo atleta antes da corrida agride e esgota o seu corpo, reservas de glicogénio e hormonas, prejudicando a resistência natural e causando danos musculares subtis. O período de “taper” permite que o corpo reponha todas essas reservas e repare os tecidos musculares, para que possa estar alinhar na linha de partida totalmente recuperado e na sua forma ideal.

Para a maior parte dos corredores, um período de redução gradual pode durar entre 10 a 21 dias, dependendo da duração da corrida – quanto maior a corrida, mais tempo de “taper”. Durante este período, o corredor deve diminuir a sua quilometragem semanal entre 30% a 85%. Embora alguns sugiram uma diminuição gradual no volume de treino, um estudo científico realizado em 1999 mostrou que, durante 14 dias, uma diminuição rápida da quilometragem em 50% durante os primeiros três dias, seguida de 75% nos outros três dias e continuado num constante decréscimo nos últimos oito dias, resulta numa melhor performance na corrida. Também foi demonstrado que, ao contrário da crença normal, a corrida durante o período de redução gradual deve ser feita em alta intensidade. Treinos intervalados em ritmo de corrida de 5K e ritmos rápidos são aconselhados.

Bons treinos e melhores corridas!!!…