A corrida mais doce

No próximo Domingo enquanto o grosso do pelotão ruma a norte para correr a Maratona do Porto eu, como sou do contra, rumo a sul para ir experimentar os trilhos da Serra de Grândola. Tantas vezes que passei por Grândola, a vila morena, e confesso que desconhecia a existência da Serra de Grândola! Parece que o tempo até vai estar bom e como estou em inicio de época vou rolar pelos 25 quilómetros do Trail Longo e deixar os 50 quilómetros do Ultra Trail para outra edição.

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Muitos dos meus amigos utilizam a Maratona do Porto como pretexto para se irem encher com umas francesinhas antes e depois de prova. No meu caso, confesso que a oferta da entrada na Feira do Chocolate com a inscrição na prova, deu-me muita muita vontade de ir conhecer os trilhos de Grândola!

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Aproveitem que as inscrições encerram hoje.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Então e a festa pá?

Tenho assistido com alguma curiosidade a diversas discussões, sobretudo nas redes sociais, sobre os resultados dos atletas mais lentos nas provas a que se propõem realizar, sobretudo nas provas de maiores distâncias como as maratonas de estrada ou nas distâncias Ultra nas provas de trilhos e montanha.

Excursionistas, caminheiros, Zé dos Pincéis ou outros epítetos igualmente simpáticos, de tudo serve para ironizar um pouco com a prestação mais lenta de alguns atletas. E se pensam que esta questão é exclusiva cá dos Tugas estão muito enganados, na nossa vizinha Espanha também há quem “implique” (e bastante) com estes atletas, aludindo até ao facto de que o que dá interesse à competição, (na opinião dessas pessoas), é uma prova renhida e uma chegada com pouca diferença de tempo, se possível ao sprint, isto referindo-se a provas de Ultra Trail imagine-se.

Há assim um conjunto de pessoas, uns meros especuladores, outros meros espectadores, que opinam e gozam, na minha opinião, sobre o melhor ou pior desempenho de outras pessoas, muitas vezes sem nunca se terem atrevido a colocar no papel dessas mesmas pessoas.

Há aqueles que dizem que maratonistas são aqueles que correm os 42Km da maratona abaixo das 3 horas, há outros que por correrem uma prova de 80 ou 100 Km 30 minutos mais rápido que outros, já não consideram estes mais lentos ultramaratonistas. Enfim, há uma panóplia de “gozações” por aí, que efectivamente só servirão ao ego do “gozador”, já que aos verdadeiros “atletas” penso que isso passará verdadeiramente ao lado.

Estas pessoas deviam centrar os seus esforços, não a gozar com os atletas mais lentos mas antes a tentar mudar as organizações das provas já que são estas que decidem o tempo limite para terminar as mesmas.

É usual o tempo limite para terminar uma maratona de estrada ser 6 horas, assim como muitos ultra-trails poderão ir até às 48 ou mais horas, dependendo da distância e do maior ou menor desnível da prova.

Como trabalho com números, resolvi perder cinco minutos do meu tempo para fazer uma análise rápida e grosseira do que poderia mudar nas provas, se as organizações mudassem as regras de acordo com as pretensões destes pseudo opinantes das corridas.

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Comecemos então pela Maratona de Londres 2015, uma das grandes maratonas de nível mundial e com prémios chorudos para os vencedores. Para quem não tem ideia da dimensão da Maratona de Londres, este ano foram 43749 os atletas que finalizaram a prova. Por uma questão de facilidade, utilizei os resultados apenas do escalão masculino onde terminaram a prova 23226 atletas.

O vencedor da prova fez o tempo de 2:15:51. O 10º classificado fez mais 5,2% do que o vencedor. Já o 31ºclassificado, o último atleta de elite a ser classificado fez mais 8,4% do que o tempo vencedor. Até ao 40º lugar todos os atletas ficaram com uma diferença inferior a 10% face ao vencedor.

Aqui começa o aspecto subjectivo da análise. É razoável uma variação de 10% face ao tempo do vencedor para excluir os restantes atletas de uma prova? Ou deveríamos considerar uma variação de 20% e incluir assim cerca 390 atletas para a prova? Se saltarmos para uma variação de 30% já conseguiríamos incluir cerca de 1280 atletas na prova, será isto suficiente? Em qualquer ramo de actividade, uma variação de 30% é, salvo raras excepções, uma variação bastante significativa, pelo que considerando que todos os atletas com resultados superiores a 30% face ao recorde do mundo não pudessem participar nesta prova, teríamos de eliminar cerca de 95% dos atletas do escalão masculino que finalizaram esta prova.

Olhando agora para os resultados do Ultra Trail Mont Blanc de 2014, a prova de trail mais famosa do mundo, com os seus 168 Km e quase 10000 de desnível positivo, quem ficaria impedido de participar caso se aplicassem uns critérios do género dos acima expostos?

Em 2014 finalizaram o UTMB 1582 atletas e o vencedor fez o tempo de 20:11:44. Se considerássemos uma diferença de tempo superior a 10% ao vencedor, fiquem sabendo que apenas poderíamos contar com a participação de 5, sim CINCO, atletas. Por exemplo o 8º classificado de 2014, o nosso bem conhecido e campeoníssimo atleta Carlos Sá, terminou com mais 13% de tempo relativamente ao vencedor. Se considerássemos uma diferença limite de 20%, teria terminado a prova assim que o 21º atleta cruzou a meta, e se a variação máxima fosse 30% a prova terminaria à passagem do 43º atleta. O 100º atleta a cruzar a meta demorou quase mais 50% que o vencedor, e como comecei por referir terminaram a prova 1582 atletas.

Em resumo, se as organizações considerassem as pretensões desse núcleo de opinadores e adoptassem uma regra onde aceitassem apenas a participação de atletas com um tempo nunca superior a 30% relativamente ao ano transacto, veríamos a Maratona de Londres ser reduzida a 5% dos participantes e o UTMB a menos de 3% dos participantes. Façam esta análise a provas menos populares e eventualmente esta percentagem ainda se acentuará mais…

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Pergunto agora eu, são estes 5% de atletas que movem as massas? As transmissões televisivas certamente que sim, mas e o turismo, a divulgação dos países, das regiões, das gentes e do locais, a festa para os atletas e para os espectadores, onde se enquadra tudo isto?

Será essa a vontade das organizações? Pelos vistos não uma vez que de ano para ano os regulamentos das provas não diminuem o tempo para finalizar a prova. Na realidade são esses 95% de excursionistas, caminheiros e Zé dos Pincéis, que suportam financeiramente grande parte de eventos como os que referi e que decididamente fazem a festa acontecer.

Para concluir só tenho duas recomendações, uma para os opinadores: que criem e organizem as suas próprias provas e limitem a participação à meia dúzia de atletas de elite que conseguirem convencer a participar, se o conseguirem… Outra para os excursionistas, caminheiros e Zé dos Pincéis, nos quais me incluo, que terminem sempre dentro dos tempos definidos no regulamento das provas e continuem a participar e a fazer a festa; mais minuto menos minuto, mais hora menos hora, os nossos objectivos são cumpridos e a nossa realização pessoal ninguém a tira.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Correr na Praia

A praia e o mar são muito especiais para mim. Gosto da sensação de paz e tranquilidade que o bater das ondas do mar transmitem ou de simplesmente olhar para o horizonte e desfrutar da vista onde o céu abraça o mar. Este lugar quase mágico é também ideal para se fazer exercício, e correr pela praia é de facto muito libertador para o corpo e para a mente.

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Ontem foi dia de Treino Lunar que, para quem não sabe, é um treino na praia da Costa da Caparica, ocorre mais ou menos quinzenalmente, e coincide com os dias de maré vazia e Lua Cheia ou Lua Nova. É um treino bastante popular, ontem foi a 108ª edição, onde cada um vai ao seu ritmo sem incomodar ninguém e onde se corre no extenso areal que as praias da Caparica proporcionam. Podem consultar a página dos Treinos Lunares clicando aqui.

Para quem sente que correr na praia é a sua praia, existe também a Ultra Maratona Atlântica, uma Ultra Maratona de 43 quilómetros que liga Melides a Tróia sempre pela praia. Foi nesta prova que me estreei nesta coisa das Ultras Maratonas, e cuja história podem ler ou reler clicando aqui.

No entanto correr na praia requer alguns cuidados especiais, com nós próprios e com os outros que frequentam a praia, pelo que elaborei uma pequena lista de pontos a considerar quando vamos correr na praia.

  • Evitar o meio do dia e as temperaturas mais elevadas. O ideal para correr na praia será no início da manhã ou no final da tarde.
  • Não tomar banho antes de começar o treino. A água salgada pode causar fricção e/ou assaduras desconfortáveis ​​nas coxas e axilas durante a corrida. O melhor será esperar pelo fim do treino para dar um mergulho.
  • O sol, mesmo num dia nublado, continua lá para nos queimar. Devemos proteger-nos com protector solar e usar roupas técnicas adequadas para o sol e calor. Devemos também usar um boné para proteger a cabeça e a face, e no meu caso gosto de usar um boné tipo legionário, que me protege também as orelhas e o pescoço.
  • Se gostarem de correr descalços tenham cuidado com a fricção na areia, é muito fácil fazer bolhas nos pés mesmo correndo poucos quilómetros.

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  • Se preferem correr calçados usem ténis sem amortecimento para controlarem melhor a vossa passada.
  • Geralmente o areal das praias são desnivelados, pelo que o ideal será correr ao longo da costa, em ambas as direcções, para evitar maior desgaste em apenas um lado do corpo.
  • Escolham sempre praias mais longas para treinar e de preferência com a maré baixa, caso contrário temos de estar preparados para estar sempre a desviar-nos de outras pessoas.
  • Ou, para um treino de agilidade, corram ao longo da beira-mar de praias movimentadas, onde por trás de cada castelo de areia há quase sempre uma criança e um balde.
  • Correr na areia mole ou nas dunas é uma excelente sessão de treino de força.
  • Quando terminar o treino, não esquecer de alongar e fazer uns abdominais na areia e tomar um banho de mar para relaxar os músculos.
  • Sempre que possível desfrutem o nascer do sol ou o por do sol, a natureza no seu melhor.
  • Correr na praia é bom mas não concentrem todos os vossos treinos de verão aqui. Utilizem as vossas corridas na praia como complemento do vosso plano de treinos habitual.

Dito isto, bom verão e bons treinos pelos areais de norte a sul.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Correr nos Trilhos em Portugal

Portugal tem locais de beleza única, de norte a sul do país e passando pelas ilhas. Partilho convosco alguns vídeos que me têm chegado nos últimos dias e que são daqueles que me dão vontade de sair a correr por aí…

Vídeo do 3ºTrilho das Lampas

Vídeo do Peneda Gerês Trail Adventure

Vídeo do Madeira Island Ultra Trail

Não aproveitaram estes trilhos em 2015? Então é começar a treinar para as edições de 2016. 😉

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

A caminho do MIUT

A caminho da Madeira para os 115 Km do Madeira Island Ultra Trail (MIUT).

Que prova atípica vai ser este MIUT face ao que tinha desejado para mim, onde pretendia estar hoje na melhor forma para terminar o MIUT tranquilo e com um bom desempenho, mas onde por diversos motivos não vou conseguir estar a 100%, estarei até bem longe disso…

O mapa da prova

O mapa da prova

O último mês e meio onde deveria ter carregado na intensidade e qualidade dos treinos, limitei-me a rolar devagarinho para tentar não perder a forma mínima admissível a conseguir, pelo menos, ir à Partida do MIUT.

Foi a primeira vez que treinei tendo como objectivo chegar à partida da prova e não, como habitualmente, à meta.

Se na melhor forma o empeno de correr 115Km com quase 7000m de desnível positivo previa-se grande, com a forma possível nem consigo prever como irá ser. Na realidade não consigo prever se consigo chegar a tempo a todos os pontos de controlo horário, nem se sobrevivo aos primeiros 30 quilómetros da prova que são realmente brutais.

Esta será a minha cábula durante a prova

Esta será a minha cábula durante a prova

Vai ser um MIUT no limite, não do desempenho físico mas antes do tempo e das barreiras horárias, a gerir a condição física e a tentar controlar o tempo, ponto de controlo a ponto de controlo. Enquanto me estiver a divertir e o físico resistir aos comandos da mente, lá estarei pé ante pé a percorrer a ilha da Madeira. Serão 32 horas de diversão pura e dura!

Até já Funchal

Maratona de Sables

Daqui a pouco começa a 30ª edição da Maratona de Sables, a famosa maratona no Deserto do Sahara, onde se percorrem 250 Km em seis etapas em completa auto-suficiência alimentar.

Os números desta prova são impressionantes, senão vejamos:

1466 Atletas inscritos

30 % Atletas repetentes

30 % de atletas franceses

70 % de atletas outros países

14 % de atletas mulheres

45 % de atletas veteranos

30 % de atletas em equipas de 3 ou mais

10 % de caminheiros

90 % dos atletas alternam entre corrida e caminhada

14 km/h: velocidade média máxima

3 km/h: velocidade média mínima

Idade do atleta mais novo: 16

Idade do atleta mais velho: 79

No que diz respeito aos portugueses este ano são 7 os atletas participantes, 4 homens e 3 mulheres, entre os quais o fantástico Carlos Sá, que ainda o ano passado terminou esta prova em 4º sendo o melhor atleta não africano, e a minha amiga Carla André, que vai percorrer mais um sonho nesta grande aventura. Curiosamente destes 7 atletas portugueses, quatro deles não residem em Portugal.

Uma das histórias que mais me impressionou sobre esta prova foi contada na primeira pessoa pelo Carlos Sá, acerca da prova do ano passado. A quarta etapa desta prova é a mais longa e mais dura, com uma jornada contínua de cerca de 82 Km e um tempo limite para conclusão de 32 horas. O que faz um comum mortal a correr 82 Km no deserto? Tenta não ultrapassar as 32 horas disponíveis. O que faz um atleta de Top nos mesmos 82 Km? Corre-os em cerca de 8 horas e ganha assim um dia extra de descanso antes das duas últimas etapas.

O acampamento de 2015

Inspirador!

A todos os atletas e em particular aos 7 Tugas que vão meter o pezinho na areia, votos de boa corrida e boa sorte.

Balanço Desportivo de 2014

No plano desportivo não posso dizer que ano de 2014 tenha sido mau, pelo contrário foi um ano cheio de novas experiências e de muita aprendizagem.

2014 foi o terceiro ano na prática desportiva da corrida, e o meu ano zero nas corridas de trilhos e montanha. Foi por isso um ano de muitas experiências novas e de muita aprendizagem, que espero poder consolidar pelo ano de 2015, e claro, continuar a aprender e sempre na senda de novas aventuras.

No Gerês Ultra Trail com o Vargas, o Hugo e o Camané

Relendo agora a minha publicação com o balanço de 2013, tinha lá estabelecido 3 objectivos para 2014:

  1. Terminar uma Maratona abaixo das 3h30 de prova, objectivo que tinha sido pensado para a Maratona de Sevilha já em Fevereiro mas que ainda não vai ser possível de realizar. Para cumprir este objectivo terei de esperar pelo segundo semestre do ano;
  2. Repetir a Ultra Maratona Atlântica Melides Tróia e tentar terminar abaixo das 5h30 de prova;
  3. Realizar uma prova de 100 Km de distância, estando esta já definida e agendada; será o Ultra Trail de São Mamede, no final Maio.

Destes três objectivos apenas concretizei um, o de realizar e terminar uma prova de 100 Km de distância, o que de facto aconteceu no Ultra Trail de São Mamede conforme previsto. A minha segunda participação na Ultra Maratona Atlântica Melides Tróia teve de ser adiada, porque em 2014 simplesmente não se enquadrava com o plano de treinos que acabei por delinear para o ano, visão que ainda não tinha à data que tinha definido este objectivo. Por fim, o objectivo de terminar uma Maratona de estrada abaixo das 3h30 de prova, também não foi cumprido. Fiquei lá perto 3h33, e numa prova onde podia ter feito abaixo das 3h30, mas quis a prudência que me poupasse para os 80Km do Arrábida Ultra Trail que seriam duas semanas depois, e esse sim, à data, era o meu objectivo a concretizar.

Quase a terminar o Ultra Tral de São Mamede, já com 102 Km nas pernas

Em Janeiro de 2014 tinha uma perspectiva diferente daquele que teria em Abril/Maio de 2014, e os objectivos que tinha definido em Janeiro deixaram de facto de fazer muito sentido por essa altura, sendo a principal culpada dessa mudança a descoberta da corrida em trilhos e montanha, que de facto me apaixonaram e me fizeram redescobrir todo um novo mundo dentro do mundo das corridas.

Summer Trail Camp na Serra da Estrela com o Bruno Santos

Em resumo, 2014 foi o ano onde corri 3029 Km (mais 10% que em 2014) com 71336 metros de desnível positivo (mais 177% que em 2014), tendo gasto para tal cerca de 350 horas do meu tempo. Participei na minha primeira prova de 100 Km, o Ultra Trail de São Mamede, e baixei o meu recorde pessoal na Maratona de Estrada para 3h33 na Maratona do Porto. Pelo meio participei noutras provas marcantes, como o Gerês Trail Adventure em equipa com o meu amigo João Vargas, O Grande Trail Serra d’Arga, a Ultra Maratona Solidária Toca a Todos, tendo terminado o ano com a participação no Trail do Cabo Espichel, prova onde me estreei no Trail Running no final de 2013. Em 2014 tive oportunidade de correr em estrada, em trilhos diversos e espectaculares, em arribas, em montanha, em trilhos fechados cheios de silvas, na areia quente da praia, no frio da neve fofa, na lama, na água, com muito calor, com muito frio…

Chegada à Meta na Maratona do Porto 2014

2015 já está em curso e os objectivos definidos estão muito condicionados pela sorte…

O grande objectivo do ano de 2015 será a participação no Ultra Trail Mont Blanc. Feitas as provas de qualificação necessárias, resta agora esperar pela sorte e cruzar os dedos para ser um dos sorteados entre todos os inscritos, e assim poder participar nesta mítica prova lá mais para o final de Agosto. Dia 14 de Janeiro será publicado o resultado do sorteio, pelo que vamos aguardar serenamente…

Até ao resultado deste sorteio a única prova que tenho já como garantida, é a participação no Madeira Island Ultra Trail. Será, talvez, o primeiro objectivo do ano: terminar bem e sem problemas.

Nos fantáticos trilhos do Grande Trail Serra d’Arga

Votos de um excelente 2015 para todos os atletas e amigos!!!