Fear of the Dark

Este é um artigo com banda sonora. Um bom Heavy Metal, anos 80 no seu melhor, para acompanhar um artigo também ele algo pesado para os atletas, ou não fosse abordar o tema das lesões.

Seja para os desportistas profissionais, seja para estes “malucos” que correm, acontecer uma lesão, por mais pequena que ela seja, é sempre um contratempo com uma dimensão estratosférica. Se para os desportistas profissionais é um contratempo porque não podem exercer a sua profissão e eventualmente ganhar auferir menos por isso, para os “malucos” que correm é um contratempo porque mexe com o seu bem-estar físico e psíquico, com a sua agenda social, e não raras vezes com o investimento que se fez, para ir correr em turismo num lugar distante do local de treinos habitual. Os “malucos” que correm costumam por isso ficar rezingões, chatos e implicativos quando não podem correr. Ao fim de dois dias sem correr parecem crianças com sarampo, quando não podem sair de casa nem brincar com os amigos.

Depois uns dias, semanas, ou meses depois, recupera-se da lesão e volta-se a poder correr, mas aí… surge (quase sempre) a fase do medo. Uma espécie de, como diz a canção, medo do escuro, de não olhar para o lado porque sentimos algo a observar-nos. É um pouco, um tipo torce o tornozelo, recomeça a correr nos trilhos, mas não dá a passada forte que dava anteriormente, não pula para aqui e para ali porque parece que ainda sente qualquer coisa…

E se calhar até sente, porque os “malucos” que correm recomeçam quase todos a treinar antes de curar a 100% as lesões…

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Aproveito para desejar boa sorte a todos os amigos que vão participar este fim-de-semana no Gerês Trail Adventure. É com muita pena que este ano não posso participar, mas a experiência do ano passado, na primeira edição do GTA, foi brutal. Divirtam-se e boa prova para todos.

A dor…

Como classificar uma dor numa escala de 0 a 10?

Parece uma pergunta simples e de eventualmente de resposta óbvia, mas para estes loucos que correm, que às vezes fazem (muitos) quilómetros e quilómetros com pés torcidos ou deslocados, por vezes até começam provas de 100 ou mais quilómetros já com estas lesões; que têm dores nas costas, nos joelhos e noutras articulações que nem imaginávamos ter, mas que pensam algo do tipo: só faltam 60 quilómetros não vou parar agora; que sofrem de dores musculares fortes e intensas nas pernas e no resto do corpo, e outras dores tais; como classificar uma simples dor?

Durante provas ou treinos nunca passei por nenhuma situação de grande dor em que tivesse de pensar duas vezes no que estava a fazer, mas tenho muitos amigos que já passaram por situações de dores complicadas e nem sempre tomaram a melhor de decisão, ou seja, parar sem concluir (ou iniciar) determinada prova.

Vem isto a propósito da consulta no IMT para avaliar o meu tornozelo com um ligeiro deslocamento em  dois ligamentos internos, onde me colocaram esta terrível questão. Como classifica a sua dor numa escala de 0 a 10, sendo 10 a pior dor?

Sinceramente lembrei-me do cartoon em baixo e deu-me uma enorme vontade de rir.

Sorri e acabei por responder: menos de 1.

Continuação de bons treinos e boas provas!!! 😉