Subir a montanha

Faltam 9 dias para iniciar a minha ultima grande aventura de 2015, os 112Km do UTAX.

Já aqui me “queixei” que até ao final do ano é correr em modo de serviços mínimos, mas espero ainda arranjar a força nas pernas necessária para completar o UTAX.

Olhando para o perfil altimétrico dos desafios de 2015, aparentemente o UTAX seria aquele que menos preocupações deveria causar, mas no entanto passa-se precisamente o contrário.

O objectivo que defini há cerca de 11 meses atrás foi o de completar três provas acima de 100 Km em 2015. Escolhi para concretizar esse objectivo o MIUT (a amarelo na imagem), o Andorra Ultra Trail Mitic (a castanho) e o Ultra Trail Côte d’Azur Mercantour (a violeta).

E onde entra o Ultra Trail Aldeias de Xisto (a verde)?

altimetria 2015

MIUT, AUT Mitic, UTCAM, UTAX

Pois é, não deveria entrar, mas com a entorse e respectivo abandono aos 31Km do AUT Mitic, o UTAX surgiu como a alternativa de não falhar o objectivo de 2015.

Comparando o perfil das quatro provas, o UTAX até parece fácil, mas não o vai ser de todo. O piso vai ser muito duro, possivelmente muito escorregadio e molhado, o que vai tornar a progressão difícil e obviamente muitas cautelas na corrida.

Por outro lado a recuperação do UTCAM ainda não está completamente concretizada. O plano de recuperação e de treinos não foi o melhor, no curto espaço de tempo entre as duas provas, e a energia nas pernas está longe dos 100%. Sinto-me agora como se estivesse a começar a época, com as dificuldades inerentes a quem recomeça a correr, e a quem ir correr 112 km de seguida parece uma autêntica miragem.

Veremos se a experiência acumulada nas últimas provas vai ser útil na gestão desta corrida e assim consigo chegar ao fim com sucesso.

Até lá são 8 dias de treino de força e recuperação no Kalorias, com algumas corridas à mistura e muita vontade que chegue a hora da partida. O UTAX pode parecer uma brincadeira ao pé das outras, mas não o será de certeza absoluta.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Ultra-Trail® Côte d’Azur Mercantour, os primeiros kms

O dia começou cedo contrariando a prevista manhã de descanso antes da partida. Na chegada a Nice, na véspera, já não foi possível levantar o dorsal para o dia seguinte porque a zona de Expo encerrava às 19h00, tendo esta tarefa de ficar adiada para o dia da corrida. O dia começou assim por volta das 8h00, com o objectivo de levantar o dorsal às 12h00, para partir às 13h00. Longe de ser a ideal, foi a gestão possível para esta prova.

11h45 e estava na zona Expo, situada no paredão junto ao Mar Mediterrâneo e onde atletas e acompanhantes se acumulavam já em grande número. A brisa do mar corria muito leve e fresca, enquanto o calor apertava cada vez mais, a rondar já os 30º. Este era um factor de preocupação, já que a previsão era de correr com cerca de 24º e tempo nebulado, que seria bem mais suave do que correr à torreira do sol com 30º. Afastei esta preocupação da mente e fui levantar o dorsal. O processo de levantar o dorsal, englobava também um controlo 0 ao material obrigatório, e foi talvez o processo de levantamento de dorsal e controlo de material mais eficiente em que já participei. Umas semanas antes já tinha recebido um voucher com toda a informação e que deveria entregar para levantar o dorsal. Dirigi-me à fila para o efeito, que já não tinha ninguém à minha frente, entreguei o voucher e a documentação que tinha sido solicitada. Validaram a informação, deram-me um cesto tipo supermercado com o saco com o dorsal e alguns brindes, e tive de lá colocar a mochila com o equipamento. Aí segui numa linha tipo restaurante self-service, e o cesto chegou ao balcão seguinte, onde validaram novamente o número do dorsal e colocaram uma tag identificativa na mochila que ia utilizar. Segui para o balcão seguinte da linha e simpaticamente pediram-me para abrir a mochila e mostrar o material obrigatório, que confrontavam com a lista do mesmo afixada na mesa. Tive de mostrar os bidons para a água, o casaco impermeável, assoprar o apito, mostrar o frontal e as pilhas suplentes, a reserva alimentar, a manta térmica, a ficha médica que era obrigatório levar, e por fim o telemóvel onde se certificaram que tinha gravado o número de emergência da organização. Havia outro material obrigatório no regulamento, mas esta era a lista reduzida de material que era verificado. Foi um processo rápido e eficaz e que, devidamente organizado, não custou nada a efectuar. De seguida ao processo de levantamento do dorsal e controlo 0, fui ainda a outro balcão devidamente identificado para entregar o saco com a muda de roupa e outros acessórios para a Base de Vida dos 75 Km, sensivelmente a meio da prova. Em todo este processo não demorei mais de 10 minutos, fruto da eficiência da “linha de montagem” que ali estava engendrada. Formalidades cumpridas e tive tempo de relaxar mais um pouco, apreciar a zona da Expo, tirar as fotos da praxe de vários ângulos e feitios, e dar uma vista de olhos rápida aos stands dos patrocinadores. Estava pronto para o início, mas ainda faltava quase uma hora para a partida. Os lugares com sombra estavam praticamente todos ocupados por outras pessoas, pelo que o melhor que arranjei foi um lugar entre a ciclovia e o paredão. Tentei descansar as pernas o mais que pude nessa hora, já que o calor não parava de aumentar e o início de prova que previa ser calmo iria ser muito propício a desidratação fácil.

UTCAM 7

Faltavam 15 minutos para a 1 hora e começou a festa da partida propriamente dita. O speaker foi para o palanque e não mais se calou, apresentou atletas que ficaram bem classificados no UTMB e no CCC, falou da prova, foi desenrolada uma tarja (ao melhor estilo das claque de futebol) de promoção da prova por cima de todos os atletas que fez um efeito muito giro visto de cima filmado do drone, até que finalmente chegou o Sr. XPTO para dar a partida. Já eram 13h15 e este atraso foi perfeitamente desnecessário. Esta partida não foi a partida oficial da prova, mas sim a partida para um prólogo de 4,5 km que antecedeu a partida oficial da corrida, já mais nos arredores de Nice. A partida oficial era às 14h00 pelo que teríamos 45 minutos para cumprir estes 4,5 Km de promoção da prova. Cruzámos todo o centro de Nice num longo pelotão, já que houve quem aproveitasse para começar a correr forte, e quem aproveitasse para fazer uma simples caminhada de aquecimento. Cruzámos um dos famosos jardins, diversos pontos de interesse de Nice, e a população aplaudia e encorajava os atletas, alguns sem perceberem exactamente que coluna seria aquela. Todo o percurso foi sempre acompanhado pela polícia municipal lá do sítio e pela organização, minimizando o impacto quer para o trânsito quer na progressão dos atletas, o que me pareceu muito bem conseguido. Entretanto chegamos ao local da partida, olho para o relógio e eram quase 14h00. Aquela caminhada tinha feito bem às pernas e sentia-me solto e leve para enfrentar os 141 Km que aí vinham.

O pelotão deveria ter pouco mais de 500 atletas, com cerca de 400 para fazer a prova a solo, e os restantes na variante de 2 ou 4 estafetas. Passavam uns 8 minutos das 14h00 quando suou o tiro de partida.

UTCAM 8

Iniciei o percurso num trote suave no meio do pelotão, enquanto tentava enquadrar-me junto de algum grupo de atletas que mantivesse um ritmo semelhante ao que pretendia seguir, mas digamos que isto foi uma tarefa impossível. Mentalmente tinha dividido o percurso em 12 segmentos que correspondiam aos segmentos entre cada abastecimento.

Este primeiro segmento apresentava 11 Km de Nice até Tourrette-Levens. Sendo os primeiros 7Km a subir 690m D+ até ao cume do Mont Chauve. Os primeiros 3 Km foram quase sempre em alcatrão numa zona de impetuosas moradias, que iam rareando à medida que se ia subindo. Os 30 graus apertavam e não foi preciso rolar muito para ficar encharcado de suor. A partida estava já a quase 2 km, mas estava num ponto do pelotão em que todos caminhavam e ninguém ensaiava sequer um pequeno trote, o que me estava a irritar e também a intrigar. Esta era a menor de todas as subidas e se não corresse aqui iria fazer todas as outras de gatas, pelo que recomecei um ligeiro trote e depois uma corrida ligeira e controlada. Aos 3 Km acaba o alcatrão, entra-se num parque e começa o trilho. Finalmente o trilho e a fazer-me relembrar em algumas zonas as Serras da Arrábida e de Sintra. Após o primeiro quilómetro no trilho percebi aquilo que me esperava, muita pedra e muita gravilha ao longo de todo o percurso, o tipo de terreno mais impróprio para os meus pés e tornozelos. Mas já ali estava e agora era para ir até ao fim.

UTCAM 6

Subi, subi, e atrás de mim ia deixando uma paisagem espectacular. Sempre que olhava para trás via toda a montanha a descer até à cidade de Nice, a cidade a estender-se até ao mar, e o mar azul a estender-se até ao infinito, e ainda o sol vermelho que estava bem lá no alto, mas brilhava intensamente no mar. Chegado ao cume foi descer tudo até Tourrette-Levens onde existia um abastecimento apenas de líquidos, mas que foi muito importante para repor água nos bidões, já que estes 11 Km com 30º equivaleram a mais de 1 litro de água bebida. Em Tourrette, uma vila pequena, o abastecimento aconteceu no meio de uma praça, com muito público a aplaudir e encorajar os atletas. Não perdi muito tempo e segui para o segundo segmento, este de 8 Km entre Tourrette-Levens e o Col de Châteauneuf, que brindava com uma subidinha de 430m D+. Foi um troço calmo, que confirmou a presença de pedras e pedrinhas ao longo de todo o trilho, feito em ritmo moderado de quem ainda tem muitos quilómetros pela frente. A principal surpresa estava a ser o facto de que o trilho era basicamente um single track. 90% dos primeiros 100 quilómetros seriam percorridos sempre em single track, não daqueles fechados e cheios de vegetação, mas um single track em que apesar do espaço livre à nossa volta não caberia mais ninguém ao nosso lado. Os primeiros 33 Km da prova seriam os mais apertados em termos de tempo, ainda assim pensava ter uma margem bastante confortável para gerir. Saí do abastecimento dos 19 Km e tinha cerca de 1h30 de avanço sobre o tempo limite de passagem. Aqui tive a certeza que tudo o que a organização tinha dito sobre a prova era verdade. Este seria um dos abastecimentos ligeiros, e estes eram compostos essencialmente por líquidos (água, água com gás, coca cola, chá, café e isotónico) e comida ligeira (bolachas de água e sal, bolachas salgadas, frutos secos, batatas fritas e uma espécie de presunto). Todos os sete abastecimentos ligeiros não forneciam mais do que isto. Nada do que havia para comer me inspirou muita vontade, pelo que bebi um café, comi uma das minhas barras e segui em direcção à primeira base de vida aos 33 Km. Este segmento: Col de Châteauneuf – Levens, tinha 14,5 Km e a principal dificuldade seria a subida ao Mont Férion, que apresentava quase 800m de D+ e a respectiva descida até Levens que tinha outro tanto de desnível negativo em cerca de 4 Km. Quase a chegar a Levens assisto ao primeiro acidente. Seguia a descer em bom ritmo na traseira de uma fila indiana de um grupo de mais 4 atletas, quando o segundo da fila fica com um bastão preso nas rochas e voa literalmente pela ravina abaixo. Felizmente, ao contrário de outras zonas da prova, esta ravina não era muito profunda nem pronunciada ficando ele apenas a 3 metros abaixo de nós. Aparentemente a queda “apenas” lhe causou várias escoriações nas pernas e braços, o que a ser assim terá sido uma grande sorte, tal o voo que este deu. É por estas e por outras que pessoalmente nunca utilizo os bastões para descer rápido em zonas de pedra e rocha. O risco de ficarem presos entre rochas é enorme e as consequências podem ser bem graves. Este acidente disparou um pouco de adrenalina extra, o que curiosamente me tranquilizou e segui até à base de vida muito tranquilo. Cheguei com 6 horas de prova e perto de 2200 metros de desnível positivo à base dos 33 Km. Inicialmente tinha pensado fazer a prova o mais depressa possível, mas com bastante tempo para completar a prova, decidi ali que esta seria a prova perfeita para experimentar novas situações que poderão servir de experiência para o futuro. Tomada a decisão, pousei bastões e mochila numa cadeira, sentei-me noutra, e aproveitei a preciosa ajuda da Marisa, para me ir tratar de tudo no abastecimento. Na base de vida havia de tudo. Além das bebidas e da comida que referi nos abastecimentos ligeiros, tínhamos sopa, massa, queijo, bolonhesa, molho de tomate, pão, bananas, laranjas, barras energéticas, e eventualmente mais duas ou três coisas que agora não me recordo. Também havia casa de banho, duche, podologista, fisioterapeuta e zona de massagens com pelo menos uns 10 massagistas. Havia igualmente uma zona de dormida para quem quisesse, já ali, passar pelas brasas.

UTCAM 4

Entre comidas, casa de banho e relaxar um pouco, passaram 50 minutos. É muito fácil perder horas parados em abastecimentos, quando estes são confortáveis e estamos cansados.

Saí assim desta base de vida com 7 horas de prova, o que equivalia a uma folga de 1h30 relativamente ao tempo limite para sair desta base. Outra novidade para mim nesta corrida, o controlo electrónico era efectuado à saída de cada base, sendo esse o tempo registado como oficial, e não à entrada dos abastecimentos como é costume cá no burgo, apesar de muitas vezes no regulamento dizer que se tem até à hora XX para sair do ponto de controlo. Por lá também o escrito no regulamento bateu certo com a aplicação prática no terreno.

Era já de noite pelo que tive de ligar o frontal. O objectivo era tentar chegar à próxima base de vida dali a 42 Km ainda de noite, para lá tentar dormir um pouco.

Continua…

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Ultra-Trail® Côte d’Azur Mercantour, a primeira impressão

Estes franceses sabem bem aquilo que fazem, é a minha primeira opinião após a participação na primeira edição do Ultra-Trail® Côte d’Azur Mercantour.

Uma organização muito profissional com um grande envolvimento das entidades políticas locais e da região dos Alpes Marítimos, numa primeira edição que foi promovida sobretudo para consumo interno, mas que agor, após o sucesso desta primeira edição, terá todas as condições para se potenciar como uma das provas muito interessantes do calendário europeu dos ultras trail.

Quanto a mim tive o gosto especial de ser o primeiro português a participar e terminar esta prova, (era o único português em prova), e pela primeira vez cruzei a meta com a bandeira Portuguesa ao colo em provas de trail, o que também me deu um especial orgulho no final.

Lá como cá, o fenómeno das inscrições versus participações em provas parece existir. Inscreveram-se para participar nos 140 Km do Ultra-Trail® Côte d’Azur Mercantour 713 atletas, tendo comparecido à partida apenas 402 atletas, dos quais apenas 28 eram mulheres.

No final concluíram a prova 191 atletas (47,5% dos participantes), tendo desistido ao longo do percurso 211 atletas (52,5% dos participantes). Apenas 6% dos atletas eram estrangeiros e representaram 14 diferentes nações.

UTCAM 2Em termos pessoais o objectivo era terminar a prova cumprindo os regulamentos, objectivo que consegui em 46:44:29, posição 167 da classificação geral, numa prova que teve como principal vantagem poder descobrir como reage o meu corpo a situações novas e descobrir os prós e contras de dormir 1 hora durante a prova, dos efeitos de um duche a meio da prova, dos efeito de uma massagem com gel frio a meio da prova, de uma alimentação diferente durante a prova,… uma série de situações para mim novas, que o simpático tempo limite de 50 horas para concluir a prova, me permitiram testar com vista a outros desafios no futuro.

A prova em si teve tanto de interessante como de dura. O início da prova foi na cidade de Nice e o final seria na vila de Saint-Martin Vésubie, sendo o percurso anunciado com pouco mais de 141 Km, 10000 metros de D+ e 9000 metros de D-. No entanto a prova não começaria no Km 0 como habitual mas sim no Km -4,5 ou seja, existiu um prólogo inicial de 4,5 Km (inicialmente eram para ser 6,5 Km mas a organização “atendeu” às reclamações dos participantes e encurtou este prólogo), onde os atletas partiram do passeio marítimo junto ao mar e cruzaram, ao melhor estilo da Volta a França, alguns dos principais pontos de interesse de Nice, até ao local oficial da partida no Km 0, promovendo a prova junto da população e turistas. Diria que 90% da prova terá decorrido em single tracks e que mais de 90% do percurso era em pedra, pedrinhas, gravilha ou coisas tais, o que obrigava a uma atenção e concentração mais do que constantes para não se correr o risco de torcer um tornozelo, escorregar ou cair. A temperatura durante o dia rondou os 30 graus, o que se tornou um desafio para a gestão da hidratação e à noite, sobretudo na segunda noite sempre acima dos 2000 metros, eram bem negativas.

UTCAM 1Do início ao fim do percurso subiu-se a 12 cumes, dois entre 600 a 1000 metros, dois entre 1000 a 1500 metros, três entre 1500 a 2000 metros, três entre 2000 e 2500 metros e dois acima dos 2500 metros de altitude.

Apesar de esta ser uma primeira edição, a organização mostrou-se muito profissional e efectiva, com uma zona de Expo e levantamento dos dorsais muito eficiente e interessante, marcações no terreno ao melhor nível, bases de vida com condições quase irrepreensíveis, e cerca de 600 voluntários, muitos deles ao longo de todo o percurso, que sabiam exactamente onde estavam e o que estavam a fazer, e que prestavam de facto uma ajuda efectiva aos atletas que precisavam.

Feita a primeira introdução ao Ultra-Trail® Côte d’Azur Mercantour, aguardem agora pelas histórias da prova.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

É hoje a Corrida Vertical

Hoje todos os caminhos vão dar ao Aquashow para a Corrida Vertical!

Se estão pelo Algarve, apareçam por lá para apoiar ou apenas para desfrutar da festa.

A entrada é livre, com DJ e piscina de ondas a partir das 21h00.

Até já!!! 😉

vertical

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

1ªCorrida Vertical Aquashow

Uma das “novas disciplinas” do atletismo que mais me fascina desde que comecei a seguir os “caminhos alternativos” do atletismo, é a denominada Corrida Vertical.

Para quem desconhece o que são as Corridas Verticais, não são mais do que corridas em contra-relógio, a subir escadas do piso 0 até a um dos pisos mais altos de um determinado edifício ou estrutura. Há inclusive um (vários) Circuito Mundial desta especialidade, onde se sobem edifícios tão emblemáticos como o Empire State Building (86 Andares, 1576 degraus, subida de 320 metros), a Torre Taipei 101 no Taiwan (91 Andares, 2046 degraus, subida de 391 metros) ou a Torre ICC em Hong Kong (82 Andares, 2120 degraus, subida de 364 metros). As provas deste circuito e, de outros semelhantes que também existem, costumam passar algumas vezes no Eurosport, e sempre assisti a elas com um misto de interesse, curiosidade e vontade enorme de lá estar a participar.

Por isso, quando surgiu a oportunidade de participar na primeira Corrida Vertical a ter lugar em Portugal, não hesitei e abracei a oportunidade com muita muita vontade.

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A estrutura que se vai subir é a mais recente atracção do Parque Aquático Aquashow: as escadas da “Free Fall”, uma estrutura com 32 metros de altura e 200 degraus.

Ok, não é propriamente subir os 2046 degraus das Torres Taipei, mas para primeira iniciativa e para primeira experiência neste género de provas parece-me perfeitamente aceitável, sendo que a prova consiste não numa mas em três subidas ao topo da Free Fall.

Não vai haver tempo nem disponibilidade para fazer um treino especifico para esta prova, mas tal como aqui quando “subi” as Torres Petronas, conto com a precisosa ajuda do Kalorias e do IMT para me preparar e fazer o melhor possível nesta primeira experiência vertical. Wish me luck!!!
Um exemplo de uma corrida vertical na Torre Taipei 101

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Se estiverem pelo Algarve apareçam no Aquashow. O evento começa às 21h00 e a entrada é livre!

 

FITNESS MAGIC’15 – 1.ª Convenção de Fitness Kalorias

Porque a vida não é só corrida, há que complementar todo o treino base cardiovascular com outros treinos igualmente importantes como o reforço muscular, treino de core e alongamentos.

No próximo Sábado o Kalorias Linda-a-Velha vai promover a primeira edição do Fitness Magic, um dia único dedicado exclusivamente ao fitness, num evento especial com a participação de 15 profissionais de renome e 8 modalidade de grupo reunidas no mesmo espaço, que irão permitir para além da diversão garantida, treinar outros músculos e a outros ritmos que habitualmente não se treinam durante a corrida.

KLAV Fit4

Esta é também a oportunidade de conhecer a pista de atletismo do Kalorias…

KLAV Pista

Não esquecer levar o fato de banho; a piscina estará aberta a todos os participantes no evento…

KLAV Piscina

bem como o solário natural no exterior…

KLAV Relvado

Para se inscreverem neste fantástico evento é seguirem as instruções da imagem em baixo. Utilizando o código FM15RC usufruem de um desconto directo de 15% sobre os valores de inscrição apresentados.

KLAV KO

Apareçam e venham divirtir-se que uma coisa é certa: isto vai DOER!!!!

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

O avião

Há umas semanas atrás escrevi aqui sobre o Body Balance, postura e equilíbrio, podem reler clicando aqui.

Hoje foi um dia feliz para mim, pois com a ajuda da equipa do Kalorias de Linda-a-Velha começo a ver resultados e a recuperar muita da postura e equilíbrio perdidos com a lesão no tornozelo.

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Pose do Avião

Há um mês atrás era de todo impossível conseguir manter-me equilibrado nas poses do “Avião” e do “Guerreiro 3”. Após estas semanas e com algum trabalho específico, que passa pelo Body Balance, exercícios no Bosu e exercícios de reforço muscular no tornozelo, hoje consegui de novo fazer, com cerca de 95% de qualidade , as poses do “Avião” e do “Guerreiro 3” com a perna direita, e a cerca de 85% com a perna esquerda.

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Pose do Guerreiro III

Ainda não está perfeito mas foi uma grande evolução, e quando se percebe que estamos a evoluir e a ganhar ou recuperar capacidades, é sempre motivo de satisfação redobrada e motivação para continuar a treinar forte.

Conseguir correr de novo com a postura e equilíbrio a 100%, vai ser fundamental para os desafios que se aproximam.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

3º Trilho das Lampas

Se as provas de trilhos fossem miúdas giras a participar num concurso de beleza, o Trilho das Lampas tinha sempre garantido o prémio da Miss Simpatia. Quando em 2012 participei pela primeira vez na Meia Maratona de São João das Lampas, logo percebi que tudo ali era diferente. Muito se tem falado sobre o “espirito do trail”, e não me parece nada exagerado falar no “espirito das Lampas”. “Espirito” encabeçado na figura do carismático Fernando Andrade, que promove e dinamiza estas duas provas, (Meia Maratona de São João das Lampas e Trilho das Lampas), de uma forma exemplar como poucos. São João das Lampas, uma freguesia pacata do concelho de Sintra, que nos dias em que ocorrem estas provas toma uma dimensão desmesurada, sendo que no passado Sábado voltou a receber um pelotão de atletas com toda a simpatia e deferência para o 3º Trilho das Lampas.

Foto de Paulo Sezilio Fotografia

Este ano o Trilho das Lampas é uma das provas que faz parte do Circuito Nacional de Trail Curto da ATRP, o que desde logo suscitou ainda mais interesse e interessados em participar nesta prova. Foram 900 os inscritos para a 3ª edição do Trilho das Lampas dos quais 805 cortaram a meta, o primeiro classificado com 1h21 de prova, o último classificado com 3h43. Os 20 quilómetros que compuseram esta corrida, com partida e chegada em São João das Lampas, diferiram um pouco das duas primeiras edições nos quilómetros iniciais do percurso. A quase duplicação de número de atletas nesta terceira edição, obrigou a que se estendesse a fase inicial mais rolante de 1 para 2 quilómetros, de modo a alongar o pelotão e tentar mitigar o “entupimento” natural no primeiro single track (a subir), que ocorre logo por volta do quilómetro 3,5 da prova. Quem vai a meio do pelotão acaba sempre por ter de parar neste single track, apesar de serem apenas 500 metros com cerca de 25 metros de D+. Esta primeira secção do percurso, é o designado trilho dos moleiros, uma vez que se desenrola ao longo de caminhos e trilhos por onde se abasteciam de trigo as azenhas e moinhos, sendo precisamente o moinho a primeira imagem de marca desta prova que os atletas têm oportunidade de contemplar. Esta secção corresponde aproximadamente aos primeiros 9 quilómetros da prova, sempre num sobe e desce frequente mas muito rolante, onde o principal obstáculo é mesmo as principais subidas serem em single track, o que dificulta ou impossibilita a passagem para os atletas que estão melhor a subir. Chegados a esta fase do percurso, entra-se naquele que é designado por trilho dos pescadores e que decorre ao longo de caminhos utilizados até aos dias de hoje pelos pescadores na pesca à linha. Esta é talvez, para quem aprecia os bonitos espectáculos que a natureza proporciona, a parte mais espectacular do percurso. Boa parte deste trilho decorre na falésia junto ao mar, onde se desce até à Praia da Samarra, volta-se a subir o trilho até à falésia do outro lado da praia, e segue-se pelo trilho na falésia até à Praia da Vigia, tudo isto acompanhado de um por do sol esplendoroso, que proporciona um lusco-fusco muito preciso para os amantes da natureza.


É claro que os atletas da frente do pelotão perderam este espectáculo, mas por outro lado aproveitaram o sol que ainda devia estar alto na altura em que aqui passaram. Esta é a parte mais técnica da prova, onde há de tudo um pouco: descidas, subidas, areia, single tracks, água, falésias, um manancial de elementos que obriga os atletas a estarem alerta durante todo este segmento. Chegados ao quilómetro 16 entramos na última secção da prova, que é designada por trilho dos romanos, onde temos oportunidade de correr sob alguns vestígios Romanos existentes na região, nomeadamente a Ponte Romana e um caminho romano que nos leva de novo á estrada de ligação a São João das Lampas. Os últimos 2 quilómetros da prova são sempre a subir, daquelas subidas que não matam mas moem, com um desnível positivo de aproximadamente 90 metros. Concluído este terceiro segmento, chega-se ao centro de São João das Lampas onde sprintamos 100 metros na relva até cruzar a meta, e onde a festa já está montada por todos os atletas que nos precederam na chegada.

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Na parte que me toca foram 2h12 para cumprir estes 20 quilómetros, em ritmo de treino e numa semana com muitos quilómetros nas pernas. Mais minuto menos minuto decorreu tudo dentro da normalidade e provas curtas e rápidas como esta, não são de todo a minha preferência. Mas, à “mística das Lapas” não posso faltar, pelo que para o ano espero participar de novo nesta prova. Aproveito para agradecer ao Kalorias de Linda-a-Velha e ao Instituto de Medicina Tradicional, o apoio que prestaram para a minha participação no Trilho das Lampas.

Aspectos prácticos da prova:

  • Levantamento de Dorsais: Dois dias, sexta-feira e sábado quase até ao início da prova, tempo mais do que suficiente para se evitarem confusões de última hora. Com o dorsal foi oferecida uma t-shirt técnica alusiva à prova.
  • Marcação da prova: Apesar de conhecer muito bem o percurso desta prova, as fitas estavam sempre no lugar certo, e este ano com reforço em alguns locais em que os mais distraídos reclamaram na edição no ano passado. Nada a apontar. Realce para a espectacular passagem pela Ponte Romana, onde o lume de archotes iluminava todo o caminho ao longo da ponte.
  • Abastecimentos: Dois, aos 6 e 13 quilómetros de prova, com água e fruta, perfeitamente suficientes para uma prova de 20 quilómetros. À chegada todos os atletas receberam um saco com três biscoitos, uma laranja e uma garrafa de água. Cada atleta tinha ainda direito a uma sopa de legumes.
  • Entrega de prémios: Decorreu no interior da colectividade de São João das Lampas, com um salão cheio de atletas a aplaudir os primeiros da prova e de cada escalão.
  • Segurança: Entre voluntários, GNR e Bombeiros, pareceu-me existir apoio mais do que suficiente ao longo de todo o percurso, para garantir a segurança de todos os que participaram nesta prova.

Como é costume nas provas em São João das Lampas, são disponibilizados grelhadores para os atletas fazerem a festa e se juntarem num convívio final muito agradável, com muitos petiscos para repor as calorias de quem correu 20 quilómetros de trilhos muito rolantes, e é isto que faz também parte da “Mística das Lampas”.

Os meus parabéns a todos os que participaram nesta prova, e para o não percam a quarta edição, de certeza que será tão boa ou melhor que a terceira.

Lampas3

Tenho ainda um abraço especial para dar ao Rui Cortes (foto acima), que tive o orgulho de apadrinhar nestas andanças das corridas em trilhos. Outro abraço a outro Rui, o Araújo, colega Kaloriano que devagarinho também chegou ao final desta prova com muita resistência e força de vontade. Parabéns aos Ruis por terem concretizado este objectivo, a partir de agora é sempre a somar! 😉

E para finalizar, os parabéns especiais ao António Pedro Salamandreco, que percorreu os 20 quilómetros dos Trilhos das Lampas descalço, e que devagarinho também chegou ao final sem sobressaltos de maior. (Foto inicial deste artigo).

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Mr. Bean na Passadeira

Não há nada como sair para a rua e correr. A sensação de experimentar os elementos, sentir a chuva a bater na cara, atravessar um riacho, sentir o calor do sol no pescoço e nas costas, sentir os pés a afundar na neve ou na areia da praia, são sensações únicas e que me deslumbram nos diversos circuitos que uso para correr.

Os pisos encharcados depois de um dia chuva e um tornozelo ainda queixoso recomendavam prudência, e talvez o adiar do treino de 16Km previsto no plano para o dia de anteontem. Como a contagem decrescente para o MIUT não pára pensei numa alternativa para fazer o treino em segurança, e já que ia ao Kalorias pareceu-me que a solução seria fazer os 16 Km numa das passadeiras lá do ginásio. E se melhor o pensei melhor o fiz, chego ao Kalorias e toca a saltar para a primeira passadeira disponível, e foi neste momento que me comecei a sentir um verdadeiro Mr. Bean na passadeira…

Olho para a consola da passadeira e penso qual seria o treino que me apetece fazer. Diversas opções disponíveis, do treino rolante ao escalar uma montanha, tudo é possível. Pensei: “já que tenho de correr 16Km e isto na passadeira é mais mole que correr na rua, aproveito e testo o tornozelo na inclinação e velocidade”. E assim fiz, pareceu-me que a opção de corrida óbvia seria a “Random Hill” e toca a inserir os dados de configuração: velocidade máxima pretendida, inclinação máxima pretendida, peso, idade e duração do treino. Pareceu-me que o tornozelo se aguentaria bem a 5 min/km pelo que estimei 80 minutos para o meu treino de passadeira. Introduzo a velocidade, inclinação, peso, idade e os tais 80 minutos. Teclo 80 e o mostrador passa para 60. Pensei para os meus botões: “estupido, carregaste no 6 em vez do 8”, e enquanto pensei a passadeira começa a mover-se… Toca a parar tudo. STOP, paragem de emergência, e toca a introduzir os dados de novo: random Hill, velocidade, inclinação, peso, idade e 80 minutos, e o raio da passadeira passa de novo para os 60! Enquanto pensava de novo para os meus botões a passadeira começou a mover-se e toca a parar tudo de novo. Parei e pensei: “querem ver que o raio da passadeira não dá para mais que 60 minutos!? Não pode ser… “. Entretanto sou abordado por um instrutor estagiário que se foi apresentar, estivemos cinco minutos na conversa, e quando retomei o treino as palavras que tinha na mente eram “não pode ser…” e repeti tudo de novo na terceira tentativa. Random Hill, velocidade, inclinação, peso, idade e 80 minutos, e o raio da passadeira mete 60 e começa a rolar, e eu a começar a ficar com uma espécie de raiva, carreguei de novo no STOP e parei tudo de novo. Como por defeito sou uma pessoa optimista pensei: “Não vais ser mais teimosa que eu, vou escolher o modo manual e vais fazer o que eu quiser”, e assim fiz. Modo Manual, velocidade, inclinação, peso, idade e 80 minutos, e não é que a teimosa da passadeira me apresenta de novo 60 minutos! Já tinham passado uns bons 15 minutos e quilómetros 0, o treino não estava mesmo a começar bem. Entretanto a passadeira começa a rolar… Toca a para tudo de novo, respirei fundo e estupidamente pensei que tinha de haver maneira de seleccionar 80 minutos. Começo a vasculhar as opções de treino na consola e enquanto pensava nas diversas opções, a passadeira começa a rolar… Cansado desta luta de vitória improvável pensei: “que se lixe, vou mas é correr e depois logo se vê”. Como acabei não seleccionando nenhuma opção a passadeira marcou, não 80, nem 60, mas sim 20 minutos, e resignei-me a esta sorte, convicto que o iria repetir as vezes necessárias até fazer os 80 minutos de treino, a passadeira podia ganhar uma batalha mas não iria ganhar a guerra.

A atravessar um riacho no I Trail do Fluviário de Mora

Lá corri os 20 minutos, brincando com diversas velocidades e inclinações, chegando ao fim do tempo com pouco mais de 4 Km. O que faço agora pensei eu, ainda faltavam 12 Km para o objectivo, pelo que me pareceu óbvio: Random Hill, velocidade, inclinação, peso, idade e desta vez 60 minutos. A passadeira começa a rolar. Rola, rola, mas sempre muito abaixo dos 5min/km que tinha indicado como velocidade máxima, tão abaixo que apenas me permitia caminhar em passo não muito rápido. A inclinação continuava no 0 apesar de ter indicado 20 como inclinação máxima. Desta vez decidi esperar pelo que acontecia e aguardar pelas surpresas do Random Hill. Um minuto, dois minutos, e nem o ritmo nem a inclinação se alteraram. Começo a carregar nos botões da velocidade e da inclinação para criar alguma emoção e lá consegui finalmente correr. Há minha frente um LCD passa o jogo da Liga dos Campeões entre o Mónaco e o Arsenal. Cinco minutos de treino e a passadeira parece ganhar vida, acelera um pouco e eu acelerei também. Na TV o Arsenal carregava sobre o Mónaco enquanto eu corria. De repente a passadeira abranda, dei um passo mais rápido e com a barriga carreguei no “STOP”, o tal botão que para tudo de emergência. Tinha corrido pouco mais de dois quilómetros. Dei-me por vencido e desta vez deixei a passadeira ganhar a guerra. Desci da passadeira, alonguei e fui para o banho.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!

Corrida, nutrição e reforço muscular

Perder peso e sermos mais saudáveis é sempre um tópico especial, sobretudo nesta época do ano em que a primavera começa a dar os primeiros sinais. Para quem corre o peso é quase sempre um problema, uma vez que é óbvio que quantos menos quilos “carregarmos” menor será o impacto nas pernas e mais fácil e mais rápido conseguiremos correr. No entanto há quem corra 50, 100 ou mais quilómetros por semana e continua a não perder peso, acontecendo que por vezes até o aumenta. Na realidade, perder peso e ficar em forma é relativamente simples. Basta seguir estes 3 passos e começar todo um caminho para nos tornarmos mais saudáveis.

Nutrição:
Este é o primeiro passo da lista, porque é realmente muito importante. Incluo-me no grupo de atletas que corre ou faz exercício 10 ou mais horas por semana e ainda assim não perdemos peso. O exercício por si só não fará com que se perda peso. Melhora o sistema cardiovascular, a densidade óssea e uma infinidade de outras coisas. No entanto, com o objectivo de perder peso, devemos entrar em déficit calórico, ou seja, simplesmente devemos queimar mais calorias do que você consumimos.

Treino de força e reforço muscular:
Um grande equívoco em que muitos acreditam, é a redução localizada de gordura. Basicamente pensam que se fizerem um monte de abdominais vão perder peso em torno da barriga. Infelizmente não é assim que funciona. Seja qual for o exercício vamos perder peso distribuído por todo o corpo. Outro erro relacionado com o treino de força e reforço muscular, é o de que se vai criar tanto músculo e tão depressa, que se vai obter um aumento de peso indesejado, mesmo que seja massa muscular magra.

Cardio:
O último passo do puzzle para perder peso é efectuar exercícios de cardio. A única coisa que limita os exercícios cardio é a nossa imaginação. Obviamente correr é um excelente exercicio cardio, mas remar, andar de bicicleta, nadar, caminhar, escalar, dançar, patins, etc., etc., também o são. É practicamente ilimitado. Se nos estamos a mexer estamos a fazer exercícios cardio. Bastam 30 minutos por dia de cardio, dependendo dos níveis de intensidade, para começar a ver resultados.

Normalmente, a maioria de nós, é capaz de cumprir com algum sucesso 2 dos 3 passos acima. No entanto, por alguma razão, a dificuldade está em conseguir cumprir os três passos ao mesmo tempo. Muitos atletas de resistência cumprem os passos da nutrição e cardio muito bem, mas não fazem treino de força por medo de aumentarem o peso, que é contraproducente em desportos de resistência. Os levantadores de peso cumprem a nutrição e o treino de força na perfeição, mas não fazem exercícios de cardio por medo de perder o volume muscular. E muitos outros exemplos existem por aí… No entanto, a maioria de nós quer apenas ser saudável e de boa aparência, e já agora terminar uns ultra trails por ano.

Se o objectivo de perder peso não está a ser conseguido, então é necessário criar alterações na rotina habitual e incluir pequenas mudanças em todas as três áreas acima (Nutrição/Força/Cardio). Treinar a corrida normal, equilibrar com alguns minutos de treino de força por semana, e fazer pequenas mudanças na dieta habitual, levarão certamente ao resultado desejado.

É importante nunca esquecer que esta é uma mudança de estilo de vida e que estamos a criar uma nova vida. Isso demora tempo e necessita um esforço consistente. Muitas e rápidas mudanças são na maioria das vezes bem intencionadas, mas não são muito sustentáveis, pelo que é necessário ir alterando hábitos para melhor, mas devagar e bem.

Continuação de bons treinos e de boas provas!!!