Correr em Sicó em Portugal e na Alemanha…

Andava eu atrás dela, que é como quem diz, à busca de algumas informações extra sobre o Ultra Trail de Sicó, quando tropecei nesta imagem, igualmente sobre Sico, mas respeitante a outras correrias…

SICO_Condoms

Reparem bem como neste Sico também há a opção “caminhada”, “Trail Curto”, “Trail Longo”, e “Ultra Trail”, com 1, 3, 12 e nem sei quantos serão na embalagem grande!!!

Se um dia destes estiverem com um(a) atleta alemão (alemã), perguntem-lhe se têm treinado com afinco para Sicó, mas se não tiverem muita confiança com o(a) senhor(a), garantam primeiro que correm mais depressa que ele(a)… Ou então desfrutem a prova, seja ela na Alemanha ou em Condeixa 🙂

Bons treinos e boas provas!!!

Trail Run Socorro e Archeira

Após um início de 2015 intermitente no que diz respeito a treinos, consegui finalmente regressar à “normalidade” das semanas de treinos e começar a cumprir o plano que defini para preparar a participação no MIUT. O estado de forma diminuiu significativamente, para valores 50% abaixo da forma de há três meses atrás, e o período natalício fez-se sentir com o regresso de uns quilitos a mais, dos que tinham sido perdidos ao longo do ano de 2014. Foi com esta consciência, que decidi participar no Trail Run Socorro e Archeira para fechar a primeira semana de treinos de 2015.


Esta prova organizada pela Turres Offroad, apresentava duas distâncias, 18 e 29 Km, tendo eu participado na variante de 29 Km. O percurso era apresentado como muito difícil, fruto dos 1600m de desnível positivo que eram anunciados, mas a maior dificuldade seria fruto das condições climatéricas que se fizeram sentir nos dias anteriores à prova, dias com chuva e muita chuva, que tornaram o percurso tipo sobe e desce numa aventura cheia de lama e água. No Domingo a sorte esteve do lado dos atletas e durante a prova não choveu, apesar do frio e da humidade que se fazia sentir no ar.

A minha expectativa para a prova era a de rolar, sem grandes esforços, com o objectivo de acumular quilómetros nas pernas e ganhar forma para os desafios futuros. Foi com este espirito que comecei a correr após a partida mais original que assisti até hoje, com um grito de: “um, dois, três, partida!!!”.

Apesar de não termos combinado qualquer estratégia de corrida, acabei fazendo a totalidade do percurso com o Nélson Marques, o que permitiu passar o tempo de prova sempre na conversa.

A história da prova é de facto muito curta. Foi iniciar no Dolce Campo Real Resort, subir a Serra do Socorro, descer a Serra do Socorro, subir a Serra da Archeira, descer a Serra da Archeira, e terminar no Dolce Campo Real Resort. É claro que para perfazer o desnível positivo anunciado, o percurso não foi assim tão simplista pois tivemos de subir e descer várias vezes ambas as Serras como podem constatar clicando aqui, se pretenderem ver o mapa e o perfil altimétrico da prova. Mas a lama foi de facto a maior dificuldade, diria que uns bons 17 a 18 Km do percurso foram feitos em lama, piso barrento ou em piso mole em muito mau estado, o que dificultava bastante a progressão, sobretudo a subir, onde a falta de tracção no terreno era em alguns locais mesmo muito má. Houve também a passagem por duas linhas de água, talvez cerca de 2 Km do percurso, em que tivemos de percorrer com água até ao joelho e a adivinhar onde púnhamos os pés, parte do percurso de muito difícil progressão mas talvez das mais divertidas de se fazer. A água gelada soube bem e ajudou a recuperar os músculos das pernas do esforço que já traziam da primeira metade do percurso.

DCIM100MEDIA

No final foram 5h17 de corrida, em ritmo leve leve tal como tinha preconizado.

A prova é muito bonita mas a névoa e humidade de Domingo não permitiram vislumbrar as paisagens destes locais. O percurso é duro, sobretudo com o piso no estado em que encontrava, mas nada do outro mundo, sendo um bom desafio para quem gosta de trail. A organização decorreu sem sobressaltos, mas na minha opinião deverá melhorar significativamente ao nível da segurança dos atletas em prova.

Um abraço para o Vargas e para a Jica que foram receber-nos ao final da prova, e outro para os meus colegas Fonseca e Moisés que escolheram esta prova, na variante dos 18Km, para baptismo no trail running. É caso para dizer que ficaram bem baptizados.

Continuação de bons treinos e boas corridas!!!

A tradição ainda é o que era…

O meu desejo desportivo para 2015 era a participação no Ultra Trail Mont Blanc, considerado unanimemente o maior evento do mundo do Trail, mas não é fácil lá chegar. Além de ser necessário completar uma série de provas que dão acesso à possibilidade de inscrição nesta prova, o volume de pré-inscrições é tão elevado que ainda é necessária uma boa dose de sorte para ser sorteado entre todos os atletas pré-inscritos. No que a mim me diz respeito, as provas de qualificação foram ultrapassadas tranquilamente, mas como a tradição ainda é o que era e no que à sorte diz respeito, a minha dose desta é sempre muito reduzida ou inexistente. Hoje saíram os resultados do sorteio do UTMB e para variar não fui sorteado. Pelas regras do sorteio para o ano terei o dobro das hipóteses de ser sorteado, mas daqui até lá há muitos outros quilómetros para correr.

Muitos amigos e conhecidos foram sorteados para o UTMB e para as diversas provam que completam o evento do UTMB. No total serão, para já, 137 portugueses a partir de Chamonix no UTMB, CCC, OCC e TDS, distribuídos por:

– UTMB: 82 foram a sorteio, ficaram 59%, 48 atletas
– CCC: 42 foram a sorteio, ficaram 88%, 37 atletas.
– OCC: 32 foram a sorteio, ficaram 59%, 19 atletas.
– TDS: 33 Portugueses, sem sorteio.

A estes ainda faltam somar mais alguns que irão participar no PTL.

Em Agosto ficarei a acompanhar e a torcer por todos os amigos que vão andar pelo Monte Branco a correr e a desfrutarem destas bonitas paisagens.

Boa sorte para todos 😉

Balanço Desportivo de 2014

No plano desportivo não posso dizer que ano de 2014 tenha sido mau, pelo contrário foi um ano cheio de novas experiências e de muita aprendizagem.

2014 foi o terceiro ano na prática desportiva da corrida, e o meu ano zero nas corridas de trilhos e montanha. Foi por isso um ano de muitas experiências novas e de muita aprendizagem, que espero poder consolidar pelo ano de 2015, e claro, continuar a aprender e sempre na senda de novas aventuras.

No Gerês Ultra Trail com o Vargas, o Hugo e o Camané

Relendo agora a minha publicação com o balanço de 2013, tinha lá estabelecido 3 objectivos para 2014:

  1. Terminar uma Maratona abaixo das 3h30 de prova, objectivo que tinha sido pensado para a Maratona de Sevilha já em Fevereiro mas que ainda não vai ser possível de realizar. Para cumprir este objectivo terei de esperar pelo segundo semestre do ano;
  2. Repetir a Ultra Maratona Atlântica Melides Tróia e tentar terminar abaixo das 5h30 de prova;
  3. Realizar uma prova de 100 Km de distância, estando esta já definida e agendada; será o Ultra Trail de São Mamede, no final Maio.

Destes três objectivos apenas concretizei um, o de realizar e terminar uma prova de 100 Km de distância, o que de facto aconteceu no Ultra Trail de São Mamede conforme previsto. A minha segunda participação na Ultra Maratona Atlântica Melides Tróia teve de ser adiada, porque em 2014 simplesmente não se enquadrava com o plano de treinos que acabei por delinear para o ano, visão que ainda não tinha à data que tinha definido este objectivo. Por fim, o objectivo de terminar uma Maratona de estrada abaixo das 3h30 de prova, também não foi cumprido. Fiquei lá perto 3h33, e numa prova onde podia ter feito abaixo das 3h30, mas quis a prudência que me poupasse para os 80Km do Arrábida Ultra Trail que seriam duas semanas depois, e esse sim, à data, era o meu objectivo a concretizar.

Quase a terminar o Ultra Tral de São Mamede, já com 102 Km nas pernas

Em Janeiro de 2014 tinha uma perspectiva diferente daquele que teria em Abril/Maio de 2014, e os objectivos que tinha definido em Janeiro deixaram de facto de fazer muito sentido por essa altura, sendo a principal culpada dessa mudança a descoberta da corrida em trilhos e montanha, que de facto me apaixonaram e me fizeram redescobrir todo um novo mundo dentro do mundo das corridas.

Summer Trail Camp na Serra da Estrela com o Bruno Santos

Em resumo, 2014 foi o ano onde corri 3029 Km (mais 10% que em 2014) com 71336 metros de desnível positivo (mais 177% que em 2014), tendo gasto para tal cerca de 350 horas do meu tempo. Participei na minha primeira prova de 100 Km, o Ultra Trail de São Mamede, e baixei o meu recorde pessoal na Maratona de Estrada para 3h33 na Maratona do Porto. Pelo meio participei noutras provas marcantes, como o Gerês Trail Adventure em equipa com o meu amigo João Vargas, O Grande Trail Serra d’Arga, a Ultra Maratona Solidária Toca a Todos, tendo terminado o ano com a participação no Trail do Cabo Espichel, prova onde me estreei no Trail Running no final de 2013. Em 2014 tive oportunidade de correr em estrada, em trilhos diversos e espectaculares, em arribas, em montanha, em trilhos fechados cheios de silvas, na areia quente da praia, no frio da neve fofa, na lama, na água, com muito calor, com muito frio…

Chegada à Meta na Maratona do Porto 2014

2015 já está em curso e os objectivos definidos estão muito condicionados pela sorte…

O grande objectivo do ano de 2015 será a participação no Ultra Trail Mont Blanc. Feitas as provas de qualificação necessárias, resta agora esperar pela sorte e cruzar os dedos para ser um dos sorteados entre todos os inscritos, e assim poder participar nesta mítica prova lá mais para o final de Agosto. Dia 14 de Janeiro será publicado o resultado do sorteio, pelo que vamos aguardar serenamente…

Até ao resultado deste sorteio a única prova que tenho já como garantida, é a participação no Madeira Island Ultra Trail. Será, talvez, o primeiro objectivo do ano: terminar bem e sem problemas.

Nos fantáticos trilhos do Grande Trail Serra d’Arga

Votos de um excelente 2015 para todos os atletas e amigos!!!