Os irredutíveis Gauleses no Ultra Trail de São Mamede


Vou correr 100 Km. A frase apesar de curta parece interminável e, quando dita assim, a seco, assusta quase tudo e quase todos. Mas há sempre aqueles que procuram um novo desafio, uma nova aventura, uma luta contra eles próprios em que só eles sairão vencedores, uma empreitada louca e irresistível em que o resultado final supera toda a imaginação até então conhecida. Como um bando de irredutíveis Gauleses, eu,o Vargas, o Hugo, o Nélson, o Paulo, o Camané, o Veiga, o Bruno e o Mata, fomos a Portalegre na certeza que iriamos derrotar os romanos, personalizados nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede. E nem foi preciso poção mágica. A raça, o querer e a ambição de superar este desafio, tornaram estes estreantes em provas com três dígitos, em dignos e orgulhosos Finishers dos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede.

10 Trail Runners à Partida, 10 Trail Runners à Chegada. Thats the way I like it!!!
Parabéns a nós por termos cumprido este fantástico objectivo!!!

Continuação de bons treinos e boas corridas!!

Teste ao Smartphone Quechua Phone 5"

O Smartphone Quechua Phone 5”, também conhecido como o telefone da Decathlon, foi enumera vezes tema de conversa entre mim e diversos companheiros de corridas que também apreciam estes gadgets tecnológicos. As opiniões acerca do equipamento dividiam-se, mas o que é certo que ninguém tinha experimentado na montanha este equipamento, pelo que as opiniões não eram esclarecedoras acerca da potencialidade do mesmo para este fim. Para satisfazer a curiosidade de muitos trail runners, propus à Decathlon que me cedesse um destes equipamentos para testá-lo, do ponto de vista do Trail Runner, durante os 107 Km do Gerês Trail Adventure e Ultra Trail de São Mamede, proposta que a Decathlon aceitou e assim torna possível este texto.

Análises descritivas das características do hardware deste equipamento há muitas e em diversos sites, pelo que se pretendem uma lista de características exactas do hardware deste telefone recomendo que vejam o site da Decathlon clicando aqui ou o site Quechua para este equipamento clicando aqui.

Do ponto de vista tecnológico este telefone não é o último grito de tecnologia. No entanto e na minha opinião, quem procura o último grito em tecnologia tem telefones da Apple, da Samsung, da HTC, só para referir algumas marcas, que irão fazer a delícia do utilizador e despertar a inveja aos seus amigos em termos de performance e design. Por seu lado o Quechua Phone 5” é um telefone para um nicho de mercado: os frequentadores da montanha. Assenta numa plataforma sólida e já testada, com hardware e software igualmente bem testados e sólidos, com uns upgrades aqui e ali que fornecem algumas características ímpares ao equipamento, sendo tudo “empacotado” numa caixa de aparência bem robusta, à prova de água e de poeiras. Disto isto, permitam-me regressar uns dias atrás, ao dia em que levantei este equipamento na Decathlon de Alfragide.

Uaaauuuu, foi a minha primeira palavra ao retirar o telefone da respectiva embalagem. Surpreendeu-me o peso do telefone, quase 500 gramas, e as suas dimensões. Eu que estou habituado a usar telefones pequenos, via-me agora obrigado a usar por alguns dias um verdadeiro “tijolo” com 15 cm de altura, 8 de largura e 1,2 de espessura. Estas dimensões são mais ou menos o standard do mercado nos telefones de 5”, apenas a generosa bateria de 3500 mAh explica a maior espessura e peso do telefone.

Enquanto utilizador habitual de smartphones devo dizer que as características gerais deste equipamento, não sendo o state of art, são bastante generosas e funcionais: Processador quad-core de 1.2 Ghz, 1 Gb + 4 Gb de memória, camara de 5 MP atrás e 2 MP à frente,  sistema operativo da Google Jelly Bean 4.1, e todo o tipo de conexões necessárias para ligar periféricos comuns dos nossos dias. 
A utilização diária do telefone faz-se tranquilamente quer ao nível de chamadas quer ao nível da utilização das diversas aplicações de internet que todos nós utilizamos.


Enquanto Trail Runner os itens que efectivamente pretendia testar e comprovar eram:
  • Duração da Bateria;
  • Fiabilidade do GPS e Altímetro Barométrico;
  • Usabilidade do ecrã em condições atmosféricas adversas;
  • Resistência ao choque e usabilidade geral em condições atmosféricas adversas.

Duração da Bateria

A bateria do Quechua Phone 5″ é uma verdadeira fonte de energia, que dura, dura e dura. É sem dúvida um dos pontos fortes deste telefone. O teste mais longo que acabei por fazer a este equipamento foi o Ultra Trail de São Mamede. Foram mais de 100 Km que corri em 21h50. Durante estas 21h50 o telefone foi sempre ligado e sempre com o GPS activo. Tirei cerca de 50 fotos e filmei 3 vídeos. Fiz diversas chamadas ao longo do percurso para familiares que me acompanhavam ao longe e para outros atletas que se encontravam em pontos distintos da prova, e no final da prova a bateria ainda apontava cerca de 23% de capacidade disponível.  No Gerês Trail Adventure a performance ao longo dos três dias da prova foi igualmente notável. Nos 60 Km do segundo dia deste desafio e após 14 horas de corrida e registo contínuo de GPS, igualmente com utilização do telefone e máquina fotográfica – ainda que não tão intensiva como no UTSM, a bateria apontava 51% de capacidade disponível.

GPS e Altímetro Barométrico

Um dos pontos que me desiludiu quando liguei este equipamento, foi a ausência de software específico para o mesmo. A publicidade da marca indicia que este seria fornecido com equipamento específico para as aventuras de montanha, mas na realidade apenas temos à nossa disposição todas as aplicações disponíveis na Google Play. Assim sendo optei por registar os três dias do Gerês Trail Adventure e o Ultra Trail de São Mamede, utilizando o meu já conhecido software Strava. Devo dizer que não consegui determinar a marca e modelo do chip do GPS utilizado neste telefone, mas que este é bastante rápido a adquirir um fix do sinal GPS, mesmo sem a ajuda do GPS assistido pela rede 3G. Todo o registo das quatro provas foi obtido utilizando apenas o GPS do telefone sem recurso a GPS assistido. Como handicap, devo dizer que o telefone foi sempre utilizado dentro do bolso traseiro da minha mochila, e sem especial cuidado no posicionamento do telefone, que por vezes pode ter favorecido a recepção do sinal GPS e certamente que noutras vezes não. O Strava utiliza um registo do percurso de GPS “inteligente” com registo de pontos de x em x segundos, e para comparação registei igualmente os percursos com o meu relógio Arival SQ-100. O registo no relógio foi efectuado de 2 em 2 segundo nas provas do Gerês Trail Adventure, e registo de 3 em 3 segundo do UTSM. Podem comparar a precisão dos track obtidos com a combinação Strava+Quechua e com o relógio, sendo que como esperado o relógio é seguramente mais preciso. No entanto o desempenho do Quechua é bastante positivo para este tipo de equipamentos. Diria que para o montanheiro o GPS é mais do que preciso para essa actividade, para o trail runner é um equipamento que não compromete no registo dos treinos/provas, mesmo nos percursos mais fechados e difíceis. Relativamente ao altímetro barométrico não tive oportunidade de testar em exclusivo esta funcionalidade. O seu funcionamento em conjunto com o GPS apresentou sempre a altimetria esperada para os locais onde estava.
Clicando nas imagens seguintes podem comparar em pormenor os tracks do Gerês Trail Adventure e do Ultra Trail de São Mamede no mapmyrun.com


Usabilidade do ecrã

Outro dos pontos que me despertava alguma curiosidade, era o anúncio do ecrã estar optimizado para uma boa visualização mesmo em condições de muita luminosidade. E confirmo essa mesma característica. A utilização do ecrã em ambientes com muito sol e muita luz, como aconteceu no UTSM, é bastante eficiente. Com um telefone “normal” a visualização do ecrã seria impraticável sob o sol do Alentejo, mas o Quechua passou com um satisfaz bastante mais este teste. Já a sua utilização sob chuva e bastante humidade, como aconteceu no Gerês, requer alguma habituação. O ecrã táctil apesar de funcionar molhado, perde alguma precisão ou pelo menos é necessário “apanhar o jeito” necessário a utilizar o ecrã táctil nestas condições. A camara traseira do telefone também sofre com a humidade, e não nos podemos esquecer de a limpar antes de a usar em ambientes húmidos ou as fotografias sairão “desfocadas” com a humidade na lente.
Resistência ao choque e usabilidade geral em condições atmosféricas adversas

Um dos testes que me abstive de efectuar foi o da resistência ao choque. Não deixei cair o

telefone nenhuma vez e a utilização diária foi normal. Durante as provas o telefone foi sempre transportado na bolsa traseira da minha mochila, sem qualquer cuidado no seu posicionamento, muitas vezes por cima dessa bolsa ainda seguiam os bastões que me ajudaram nas subidas mais ingremes e que em alguns troços poderão ter sido uma dificuldade acrescida à recepção do sinal GPS com o telefone. No Gerês apanhámos de tudo um pouco: nevoeiro, humidade intensa, chuva intensa, e também algum sol e calor. No UTSM apanhamos sobretudo muito sol e calor com temperaturas muito perto dos 30º. Confesso que apesar da caixa de aparência bastante sólida e robusta com que este telefone é equipado, tinha alguma desconfiança no que diz respeito às protecções das ranhuras para USB/auscultadores e simcard/SD card, mas após o teste à chuvada do Gerês tenho de admitir que funcionam bastante bem, pelo facto de não ter sido manifestado nenhum problema relacionado com estas ranhuras.

Conclusões

Este não é um equipamento para quem quer o último grito de tecnologia. Pela sua dimensão e peso também não é um equipamento ideal para quem quer registar treinos e/ou corridas de estrada. Como pontos menos fortes deste equipamento destaco o tamanho e o peso; a ausência de software específico, o que obriga a alguma pesquisa pela loja da Google; a resolução do ecrã que poderia ser um pouco melhor.
É um equipamento com um desempenho diário “normal” bastante razoável ou bom, e um desempenho em montanha muito bom. O GPS é rápido é fiável, o altímetro barométrico pode ser de grande utilidade em provas ou passeios na alta montanha, o ecrã tem um bom desempenho debaixo de sol e uma utilização regular quando húmido ou molhado, e a bateria e respectiva autonomia são o ponto mais forte deste equipamento. Na minha opinião para passeios de montanha e treinos/provas de trail running onde se leve uma mochila ou cinto, este é um equipamento com bastante potencial, e que poderá substituir o transporte de outros equipamentos, carregadores e baterias.

Quero agradecer à Decathlon a possibilidade que me deu de testar este equipamento, e assim poder partilhar convosco todas as potencialidades do mesmo de um ponto de vista do corredor de trilhos.

Continuação de bons treinos e de melhores corridas!!!

UTSM – Ultra Trail de São Mamede – Live

É já às 00h00 deste Sábado dia 17, que terá inicio os 100 Km do Ultra Trail de São Mamede.


Esta é a terceira edição desta já mitica prova, e será a minha estreia em provas com três digitos.

O treino está feito e lá mais para o final da tarde de Sábado já poderei dizer se foi ou não suficiente para completar este desafio com sucesso.

A organização do UTSM proporciona uma plataforma online onde poderão acompanhar o desempenho dos participantes nas provas dos 100 Km. É a primeira vez que esta plataforma vai funcionar nesta prova e não há garantia que funcione a 100%, mas vale a pena passar por lá e tentar acompanhar a prova dos amigos e conhecidos.

Para acederem à plataforma cliquem aqui.

Também podem acompanhar todos os desenvolvimentos da prova no Facebook do UTSM, para tal cliquem aqui.

No Twitter também podem acompanhar com #UTSM.

Desta vez a equipa ACCVCAVI é composta por mim, pelo Vargas e pelo Mata.

Os nossos dorsais são:
493 Nuno Gião
492 João Vargas
556 João Mata


Sigam também outros amigos que aparecem de vez em quando em algumas aventuras partilhadas aqui no blog:

137 Hugo Fragoso
594 Nelson Marques
313 Paulo Raposo
399 Carlos Caetano
293 João Veiga
225 Bruno Regalo


A todos os participantes no UTSM votos de boa sorte e que chegem ao fim sem um empeno muito grande!!! 🙂

Gerês Trail Adventure – Etapa 1


A pouco mais de 48 horas da partida para os 100 Km do Ultra Trail de São Mamede, prova que defini como grande objectivo para 2014, inicio o relato da minha participação no Carlos Sá Gerês Trail Adventure, prova de características únicas e que foi tão ou mais dura do que é a minha expectativa que o UTSM seja.

A apresentação do Gerês Trail Adventure:


 

Esta foi a primeira edição desta prova e assim que tomei conhecimento das suas características fiquei cheio de “comichões” para nela participar, ora percebam porquê:

  • Organização da prova pelo Carlos Sá e sua equipa: Um atleta com a experiência do Carlos Sá não nos iria proporcionar um desafio em que ele próprio não gostasse de participar e considerasse de muito interesse.
  • Prova de 107 Km em 3 etapas: A três semanas do UTSM, um desafio com esta quilometragem dividido em 3 etapas de 35 Km + 60 Km + 12 Km encaixava perfeitamente no meu plano de treinos.
  • Desnível positivo de 7500 metros: Desnível brutal, sendo a minha estreia absoluta em provas com tanto desnível positivo. O ideal para aferir o estado da máquina antes do UTSM.
  • Prova por equipas: A “obrigatoriedade” de fazer esta prova por equipas de 2 ou 3 elementos, eleva o companheirismo, a entreajuda e a necessidade de conjugar esforços individuais num só, a um patamar muito interessante de ser vivido e experimentado.
  • Localização da Prova: O Parque Nacional da Peneda-Gerês é um local de paisagens deslumbrantes, que só por si seriam um bom motivo para embarcar nesta aventura.
As duas equipas Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto antes da partida dos 107 Km.

Considerados todos estes factores só havia uma possibilidade: Não faltar a este desafio.
E assim convenci também mais uns companheiros das corridas a juntarem-se a esta aventura. Primeiro o Vargas, com quem fiz equipa, e depois o Hugo e o Rui, tendo o Rui cedido o seu lugar ao Camané quase à última hora, por se ter lesionado umas semanas antes. À partida haviam assim duas equipas Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto, dispostas a fazerem uma prova tranquila e chegar ao final dos 107 Km sem empenos de maior.
 

A explicação técnica da prova de 107 Km:

A primeira etapa apresentava um desafio de 35 Km e 2500 metros de desnível positivo. O plano inicial passava por fazermos esta prova a quatro e, nesta etapa, poupar-nos o mais possível para a 2ªetapa, que seria a mais dura de toda a prova.
Infelizmente depressa percebemos que o objectivo de completarmos esta prova os quatro sempre juntos dificilmente seria cumprido. Enquanto a minha equipa com o Vargas funcionava sem grandes problemas, a diferença de ritmos entre o Hugo e o Camané “obrigaram” a que o Hugo se juntasse a outra equipa mais lenta e o Camané se juntasse a mim ao Vargas até ao final desta etapa.
 

Algures pela primeira etapa do GTA

Não há muito que se possa dizer sobre a espectacularidade do Gerês. Ao longo destes 35 Km, que na realidade foram quase 37, passámos por locais de uma beleza fantástica em que as palavras dificilmente traduzirão aquilo que se vê e se sente à passagem por estas paisagens. Vale a pena tirarem uns dias das vossas férias e irem passear por estes locais de beleza indescritível e, já agora, desfrutar igualmente da bela gastronomia existente nestas paragens.
 

Quanto a esta primeira etapa, muito “rolante” segundo as palavras do Carlos Sá no briefing antes da partida, resumiu-se a quase 37 Km com cerca de 2200 metros D+, percorridos em 5h54. Destaque para subida de uns bons 5 Km e quase 1000 metros a subir que produziu o primeiro pequeno empeno desta etapa. Foi um dia tranquilo, com a prova a ser feita sem grande desgaste a pensar antecipadamente na segunda etapa.
 
http://www.strava.com/activities/134051799/embed/18d8040a51dde2bbb8eb1acd74dee41a2755c1d6

No final da etapa a primeira baixa da aventura: o Hugo no final deste dia decidiu logo que na segunda etapa iria optar por efectuar a prova mais curta de 82 Km e não tentar completar os 107 Km da prova longa. O Camané juntou-se assim a mim e ao Vargas para tentar completar os 60Km da segunda etapa com sucesso.
 

Terminámos o dia a recuperar energias no jantar disponibilizado pela organização, e com a certeza que a segunda etapa que começava dali a umas horas seria ainda mais gira e interessante.

O filme da primeira etapa desta aventura:

Aguardem pelo relato da segunda etapa.
 

No final da primeira etapa com Carlos Sá que simpaticamente recebia todos os atletas

Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Trilhos do Almourol

A minha participação nos trilhos do Almourol não estava programada, mas uma desistência de um amigo e oferta do respectivo dorsal levaram-me até às terras do Entroncamento e a participar nesta bonita prova.

Á partida para os Trilhos do Almourol com diversos amigos companheiros das corridas


Algures pelos trilhos do Almourol

  

Lama e mais lama!…

Prova prevista de 42 Km mas que no meu caso acabaram por ter quase quase 45 Km e pouco mais de 1000 metros de desnível positivo. Se as subidas não foram acentuadas a lama presente em vários segmentos ao longo do percurso e em particular nos 5 ou 6 Km de prova, foram uma dificuldade acrescida mas também um teste à corrida num ambiente diferente. Estrategicamente optei por não correr muito nos segmentos de lama, pois esta prova foi apenas mais um treino rumo ao UTSM, e correr num ambiente assim poderia ser bastante susceptível a dar um trambolhão ou arranjar alguma lesão mais esquisita.

No final foram 44,8 Km corridos em 7h18, sob uma temperatura elevada, aqui e ali refrescada pela passagem nos diversos cursos de água que atravessam os trilhos marcados.

http://www.strava.com/activities/127621806/embed/9d763b75011cec6ca2e675af406adefa9d0260d0


Castelo do Almourol, este ano não houve passagem no interior.

A organização da prova foi boa e sem grandes falhas, excepto na medição do percurso que tinha mais 2 Km e picos para além dos 42 esperados, mas esta diferença, pelo que me contaram, é já tradição das edições anteriores. Abastecimentos em número suficiente e de acordo com o anunciado, com água, isotónico, fruta, batata frita, marmelada, etc., etc., o habitual nestas provas.

Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Resumo dos meses de Março e Abril

Os meses de Março e Abril foram destinados a preparar a participação nos 100 Km do Ultra Trail de São Mamede. Treinos sobretudo em ambiente de trilhos, a treinar desníveis acentuados, resistência física e mental, espirito de equipa e testar equipamentos. A complementar os treinos habituais, a participação nos 50 Km do Inatel Trail do Piodão, nos 42 Km dos Trilhos do Almourol e nos 107 Km do Carlos Sá Gerês Trail Adventure. Provas brutais que permitiram testar os mais diversos pisos e ambientes, desde lama a rocha dura, desde calor intenso a frio e neve, desde quilómetros rolantes a subidas e descidas insanas.

Carlos Sá Gerês Trail Adventure

Para a história do mês de Março ficam os seguintes números:

Contagem: 19 Actividades + 1 Prova
Distância: 347,70 km
Hora: 46:37:51 h:m:s
Ganho de elevação: 10759 m
Velocidade média: 7,5 km/h
Calorias: 6811 C

Trilhos do Almourol
Para a história do mês de Abril ficam os seguintes números:
Contagem: 13 Actividades + 2 Provas
Distância: 332,11 km
Hora: 49:59:31 h:m:s
Ganho de elevação: 12004 m
Velocidade média: 6,6 km/h
Calorias: 8460 C

Inatel Trail do Piodão
A nove dias do Ultra Trail de São Mamede o que havia a treinar está treinado. Agora é manter a forma, não cometer excessos nem de treino nem alimentares, e manter o ritmo até à partida.
Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Inatel Ultra Trail do Piodão

Grande prova esta do Inatel Trail do Piodão. Tardou aqui o merecido comentário, mas umas últimas semanas muito movimentadas não me deixaram muito espaço para por a escrita em dia.

Paisagens sempre espectaculares!!!

Voltando ao Piodão, foi um fim de semana muito divertido, numa prova de 50 Km muito bem organizada, e com muita sorte com a meteorologia, o que permitiu competir descontraidamente e ao mesmo tempo desfrutar as belas paisagens que cruzámos no bonito percurso que se percorreu.

Passagem por Chãs d’Égua


Relativamente à organização nada a apontar. O percurso excelentemente marcado, impossível de perder o trilho correcto em qualquer ponto onde pudesse existir uma mínima dúvida. Os abastecimentos, dentro do que tinha sido anunciado, com líquidos, fruta, batatas fritas, marmelada, frutos secos. O percurso algo duro, muita pedra para correr em cima a amassar literalmente os pés, e algumas subidas de respeito que no total perfizeram pouco mais de 3300 metros de desnível positivo. A meteorologia ajudou bastante à beleza da prova, com um dia de sol mas sem excesso de calor, o que permitiu ainda vislumbrar a neve no ponto mais alto do percurso. No dia seguinte fomos visitar de carro o alto do Monte do Cucurinho e um vento e frio brutais contrastaram com o sol sereno do dia anterior. Se tivéssemos apanhado um dia com tempo assim, o dia da prova teria sido de uma dificuldade significativamente acrescida.


Ajuda divina?


Quanto à prova foi efectuada num ritmo tranquilo, sempre na companhia do Vargas, para treinarmos a participação em equipa nos 107 Km do Gerês Trail Adventure. Uma primeira parte da prova mais rápida, mas as duras subidas e os quase 60 Km que já tinha nas pernas dos treinos da semana, começaram a fazer-se sentir e tive de abrandar um pouco na segunda metade da prova para não comprometer a qualidade dos treinos necessários até ao grande objectivo que é o UTSM. Tive de refrear um pouco o ritmo do Vargas, mas penso que foi bom para ambos não esticarmos muito o ritmo. No final foram 51 Km e 3334 metros de desnível positivo, percorridos em 9h10.














O fim-de-semana foi ainda marcado pela excelente hospitalidade e gastronomia locais. A aldeia de Chãs d’Égua recebeu-me a mim e a mais quase duas dezenas de atletas e acompanhantes de braços abertos, e para o ano se repetir esta prova será aí novamente a base para toda a prova.

Sempre a puxar pelo Vargas!!!

Um agradecimento especial às minhas amigas Kwendettes, que aproveitaram o fim-de-semana para descansar pelo Piodão e aproveitaram para fazer claque às equipas Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto. Vejam o vídeo e vejam porque receberam o prémio de melhor claque da prova!



Continuação de boas corridas e de boas provas!!!

Chegámos!!!