Preparar o Inatel Piodão Trail Running

A três dias do Inatel Piodão Trail Running, constato que há muitos amigos e participantes que ainda não sabem bem como deverão encarar as condições meteorológicas que iremos apanhar na média montanha.
Próximo destino: Piodão
Os conselhos e partilha de informações pelos atletas mais experientes fazem parte do processo de aprendizagem dos atletas menos experientes. Estes conselhos podem ser muito importantes nas opções a tomar antes da prova e influenciar não só o desempenho durante a corrida mas também o sucesso no resultado final.

Aqui ficam dois conselhos que considero importantes e que deverão ser levados em conta:

“O vento gelado que se faz sentir nas cristas da serra, adicionado ao corpo molhado pela chuva ou pelo suor, são factores a ter em conta, também fazer uma prova com o esforço controlado não ir ao limite, previne a hipotermia, que geralmente se dá quando todas as reservas energéticas estão esgotadas…outro conselho, é abastecer bem nos abastecimentos e só sair quando se sentir em condições físicas e mentais para ultrapassar os obstáculos que vão ter pela frente, clima e o traçado do terreno em particular os 50km….”, conselho do experiente atleta Vitorino Coragem.
Perfil altimétrico da prova de 50 Km
“Próximo destino…. Piódão….
Com o vestuário para enfrentar temperaturas negativas em média Montanha.
Gorro, Luvas, Buff, meias altas de lã, manta térmica, Corta-vento com forro polar, calças, comida e bebida energética, mochila, telemóvel.
Prevendo-se queda de neve a partir dos 1200 metros nos próximos dias, vamos passar por três picos a cima desta altitude, Colcurinho, S. Pedro do Açor, Pico de Cebola…. e ali a Serra da Estrela tão perto…
Aliás é o material que te aconselho para o Trail Inatel Piódão…”, conselho do experiente atleta Rui Simões.
Perfil altimétrico da prova de 21 Km
E é isto, ou como se costuma dizer: quem vai para o mar avia-se em terra.

Podem consultar toda a informação da prova no site da mesma clicando aqui. Lá encontram informação sobre o secretariado, material obrigatório, abastecimentos, etc., etc..

Será que vai nevar no próximo sábado?
Continuação de bons treinos e até Sábado no Piodão!!!

Reconhecimento do II Trilho das Lampas

Quem anda nisto das corridas, mesmo há pouco tempo como eu, depressa percebe que há meia dúzia de nomes no pelotão que são referência para outros atletas, pela simpatia, empenho e dedicação que colocam em prol das corridas e do atletismo em geral.

No Trilho das Lampas também se sobe!!!

Um desses nomes é sem dúvida o do Fernando Andrade, pelo carinho e dedicação com que organiza a Meia Maratona de São João das Lampas, e desde o ano passado os recém-criados Trilhos das Lampas.

Os participantes neste treino de reconhecimento

Em 2013 ainda não andava virado para o Trail Running, pelo que falhei a primeira edição dos Trilhos das Lampas, mas agora empenhado que estou nesta vertente das corridas, não podia deixar de participar na segunda edição desta prova que terá lugar em São João das Lampas, no próximo dia 10 de Maio. 

Aqui vou eu a atravessar um dos riachos do percurso.

E ontem foi dia de treinar e testar aquele que será o percurso dos II Trilhos das Lampas, e que fará parte do Circuito Nacional de Trail ATRP.


Um belo treino, a começar logo cedinho pelas 8h00, e que contou com a participação de 89 atletas. Um belo número de atletas que se predispôs a percorrer os trilhos circundantes a São João das Lampas, num percurso de aproximadamente 20 Km e que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/123199644/embed/550bfac5274e79f091fdb8e7512665b85840c7c4

Como sempre a simpatia da organização, mesmo sendo este um treino não oficial, presenteou todos os atletas com um abastecimento de água fruto e biscoitos a meio do percurso, na Praia da Samarra, e também no final do treino.
A bonita praia da Samarra

Este é um percurso muito bonito, que no dia da prova será percorrido também durante o lusco-fusco, pois a prova oficial terá inicio às 19h30.

Alguns pormenores que se puderam observar durante o percurso

Uma prova e um percurso que recomendo a todos que descubram, que será certamente muito bem organizada, e que será uma festa para todos.

O sitio da prova e das inscrições é este: http://trilhodaslampas.com/

E se ainda têm dúvidas sobre a participação nesta fantástica prova aqui está um video não menos fantástico, produzido pelo Didier Valente, onde se podem ver algumas magnificas passagens do percurso.


Até dia 10 de Maio.


Crédito das fotos apresentadas da Anabela Pombeiro e do Luís Canhão

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Gerês Trail Adventure a aquecer

A apresentação Pública do Gerês Trail Adventure decorreu no passado dia 15 na Vila do Gerês. Este evento irá decorrer nos próximos dias 25, 26 e 27 de Abril.

Nós vamos lá estar entre os melhores e vocês?

A equipa ACCVCAVI dos cotas 🙂


A equipa ACCVCAVI dos putos 🙂
O video da apresentação pública:


Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Treino Nocturno – Get Ready for UTSM

O mote para o treino começava com:
“Com a aproximação de Grandes desafios, impõem-se Grandes treinos.
A proposta apresentada tem como objectivo principal testar o Equipamento e a Máquina para o MIUT, mas também serve para o UTSM, OMD e afins…”

Objectivo para 2014 concluir o UTSM – check!
Necessário testar o equipamento – check!
Necessário testar a máquina num desafio ambicioso – check!

Respondido o quiz da morte com 100% de respostas positivas, que decisão haveria a tomar senão a de participar neste enorme desafio?!

O Vargas ainda estava meio dentro meio fora e aqui o João Mata ainda se ria!!!

E digo enorme desafio porque o proposto era um treino de 55 Kms, com mais de 2500 metros de desnível positivo, a acompanhar alguns craques do pelotão no que às Ultra Maratonas diz respeito, num treino a começar à meia-noite para simular o início do MIUT e do UTSM.


E assim à hora combinada, meia-noite, lá estava no meeting point combinado, o bonito Palácio Nacional de Sintra. Feitos os cumprimentos e apresentações da praxe, o grupo de cerca de 20 atletas lá partiu para as entranhas da Serra de Sintra.

A noite esteve sempre fabulosa! Lua cheia e uma temperatura muito agradável para correr, pelo que nunca foram necessários casacos, luvas ou outros acessórios para o frio. O cenário apresentava-se perfeito para um excelente treino.

O percurso foi sempre espectacular, com passagem por trilhos e por paisagens fabulosas. Não faço ideia do nome de todos os sítios por onde passámos, mas o percurso que fizemos está aqui para quem gosta de ver estas coisas:

http://www.strava.com/activities/121060316/embed/a82ad7a1dc7ae985d419d535f8e75302eedbfc6b

A imagem que me ficou na memória foi a de algures ali para o Guincho, olhar para o mar, e ver a lua reflectida nas águas calmas do atlântico, e a iluminar uma fileira de árvores no cimo da falésia. Excelente imagem a preto e branco e daquelas que dava uma fotografia muito bonita.
Uma das paisagens que observámos.Crédito de todas as fotos: Paulo Pires.

Voltando ao treino, apanhou-se um pouco de tudo, incluindo saltar muros, vedações, ou passar por cima ou por baixo de portões trancados, em percursos quase sempre de terra, mas também alguns quilómetros com empedrado, e ainda alguns locais com muita pedra. As subidas, essas foram mais do que muitas, e reflectiram-se nos mais de 2300 metros de desnível positivo com que terminámos.

O portão não abria mas há sempre solução. Uns foram por cima outros foram por baixo 🙂

Por volta dos 32 Km, seriam umas 5 e picos da manhã, o grupo dividiu-se. Uns por encontrarem já empenados e outros por falta de tempo para fazer o percurso mais longo, decidiram ficar pela Malveira onde tinham carros à espera. Os resistentes seguiram pelo meio dos trilhos e logo com uma subida de respeito, a famosa “sai de gatas”, que confesso custou um bocadinho a subir, mas foi apenas mais um entre desafios. Depois mais trilhos, mais subidas, mais descidas, e com o tempo a passar muito depressa optou-se por encurtar um pouco o treino, tendo este terminado com 50 Km e não com os 55 Km inicialmente previstos. Eram cerca das 8h10 quando chegámos novamente a Sintra e ainda tivemos de esperar que a Piriquita abrisse às 8h30, para repor calorias com uns belos Travesseiro.

Foi um excelente treino, a primeira vez que corri 50 Km e dar muita confiança para as provas que aí vêm: UT do Piodão, Gerês Trail Adventure e claro o UTSM.

Só posso agradecer a todos os que participantes e em particular ao Didier que organizou o treino, pela boa disposição constante e pelos espectaculares momentos que passámos a correr madrugada fora.
Os companheiros de treino. A vista do pessoal a subir e a iluminar o caminho é sempre espectacular!

No que diz respeito aos testes de equipamento e da máquina, os resultados foram bastante positivos.


A mochila Raidlight Ultra Olmo mostrou-se bastante confortável e prática ao longo de todo o percurso, nunca se fazendo sentir os cerca de 4 Kg extra que levava às costas.

O relógio A-Rival Spoq 100, sempre a registar segundo a segundo toda a informação. Track carregado, sempre a mostrar informação clara acerca do percurso, e no final das 8 horas de corrida a bateria mostrava ainda 70% de capacidade disponível.

O frontal Led Senser H7R.2 simplesmente espectacular. Sempre a funcionar até pouco depois das 6 da manhã quando o clarear o tornou desnecessário, e sem grande gestão da luminosidade, sempre que era necessário acelerar mais um pouco os 300 lumens eram sempre imprescindíveis para evitar qualquer percalço, nem chegou a dar o primeiro aviso de bateria descarregada. É sem dúvida uma grande mais-valia para correr à noite.

A alimentação: alguns pormenores a afinar, mas o correr em grupo e com atletas melhores que nós também não permitem uma gestão da corrida com os nossos timings. Por volta das 6h começou a dar-me a fome e deveria ter parado 10 minutos para comer uma das sandes de presunto que tinha comigo. Mas como não parámos, não consegui comer a não ser umas barras que também levava comigo até chegarmos até Sintra. Desta vez não houve dores de barriga, a hidratação foi boa, e com uma gestão da corrida mais personalizada em principio este é um ponto que está sob controlo.
Eu, o Vargas e o Mata. O Mata já estava a olhar para o relógio e a pensar que estava na hora de se ir deitar 🙂

A máquina: Foi a primeira vez que corri 50 Km e senti-me bastante bem. É claro que a performance está longe ser a melhor, mas comecei nos trails há 3 meses pelo que há muita margem de progressão para melhorar. As subidas continuam a ser o ponto menos forte, mas com mais treino este aspecto melhorará. A descer e em plano não há grande problema e foi bom chegar aos 50 Km e perceber que poderia continuar por mais quilómetros sem qualquer problema. A gestão do esforço durante a corrida continua a ser talvez o meu ponto forte, e neste treino não foi diferente, e sem grandes aventuras de ritmo senti-me bem e confortável ao longo de todo o percurso.

Eu e o Vargas, a brilhar algures no meio do treino.

Um abraço especial para o Vargas e para o Mata, o primeiro porque vai ser o meu companheiro de aventuras nos três desafios que se seguem, e que foi convencido por mim a vir a este treino que completou igualmente com sucesso. E o Mata que se deixou convencer pelo Vargas a vir também treinar, e que terminou pelos 32 Km já com alguma dificuldade, mas é claro, melhores treinos e provas virão.


Continuação de bons treinos e de melhores provas!!!

Correr na Ponte 25 de Abril

A minha estreia na distância da Meia Maratona foi precisamente na prova da Ponte 25 de Abril, onde muitos amigos se vão, oficialmente, estrear na distância amanhã também.

A todos eles um voto de boa sorte e divirtam-se ao longo da corrida, isso é mesmo o mais importante. Vai estar sol e calor pelo que é importante protegerem-se com um boné e protector solar, e claro, mesmo que não tenham sede hidratem-se ao longo da corrida, ainda que seja apenas com um golo de água.

Gostaria de estar aí para os apadrinhar, mas desta vez o meu treino será outro, para preparar as provas duras que estão quase a chegar. Têm todos obrigação de bater o meu tempo de estreia na Meia de Lisboa: 2h19:38.

Aos repetentes, desejo que corram com asas nos pés e batam os vossos recordes pessoais.

Outros amigos andarão mais a norte, pelos Trilhos do Paleozóico, e aqui ficam igualmente os votos de boa sorte para todos eles também.

Àqueles que vão apenas treinar seja para se recrearem ou para preparar outras provas, divirtam-se e aproveitem o tempo primaveril.

E eu partirei daqui a pouco para mais um treino nocturno pela Serra de Sintra.


Boa sorte para todos!!!

XXXVII Treino Trail da Salamandra


Um dos treinos das quintas-feiras que é cada vez mais popular é treino Trail da Salamandra. Este treino dinamizado pelo António Pedro e com a chancela Portugal Running, é um treino nocturno de trail pelos trilhos da Serra de Sintra. O ponto de encontro é invariavelmente o mesmo: Quintas-Feiras, 20h45, Barragem do Rio Mula.

Ontem foi a XXXVII edição deste treino e mais uma vez a adesão ao mesmo foi grande. Um dos factores que aprecio nestes treinos é o facto de nunca haver dois iguais: o percurso varia, a distância varia, o grau de dificuldade varia também. Portanto é necessário estar atento às características do treino da semana em curso, não se vá apanhar um percurso que por algum motivo nos agrade menos.

Ontem o desafio inicialmente proposto era o de correr cerca de 28 Km. Após algumas reclamações, não pela falta de pernas mas antes pela falta de tempo, foi aberto um percurso mais curto de cerca de 18 Km, ou seja, até perto do fim do percurso o grupo seguia junto, e perto do fim o grupo dividia-se conforme o objectivo de cada um.

Vinte e uma e picos, duas voltas ao “triângulo” para aquecer e esperar por alguns retardatários, e lá iniciamos o treino em direcção à Quinta do Pisão. Passámos por uns single tracks muito giros e que se fizeram em bom ritmo em direcção ao Guincho. Até lá chegarmos ainda cruzámos as dunas para visitar uma mina de água, e deu para encher os ténis de areia a relembrar os treinos para a Ultra Maratona Atlântica. Chegados ao Guincho, cruzámos a praia e seguimos a orla marítima em direcção ao Arneiro. Pouco antes de chegarmos ao Aneiro dividimos os grupos. 
Créditos da foto: Goreti Silva
Seis resistentes foram fazer a volta dos 28 Km, que acabaram por ser apenas 26, e os restantes foram fazer o que faltava dos 18 Kms mas que acabaram por ser 21. Tudo somado e o grupo da volta mais curta acabou por chegar de novo à Barragem do Rio Mula às 00h15 de 6ªfeira.

http://www.strava.com/activities/120416909/embed/c77df26c1338ecf225b4603a62bbc2e15c76b404

Feitos os devidos alongamentos, as despedidas dos companheiros de treino e finalmente o regresso a casa para uma boa noite de sono que hoje foi dia de trabalho.

Para a semana haverá mais uma edição do Trail da Salamandra, apareçam e divirtam-se.

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Resumo dos Meses de Janeiro e Fevereiro

O início deste ano foi dedicado a continuar a preparar a participação na Maratona de Sevilha, mas o mau tempo que se fez sentir durante Janeiro aliado a alguma preguiça para treinar, não ajudaram em nada este objectivo. Além dos treinos habituais, os únicos destaques de Janeiro são os dois treinos longos que fiz e a participação no Grande Prémio do Fim da Europa.

Ainda assim para a história do mês de Janeiro ficam os seguintes números:
Contagem: 13 Actividades + 1 Prova
Distância: 245.60 km
Hora: 26:47:50 h:m:s
Ganho de elevação: 6,625 m
Velocidade média: 9.2 km/h
Cadência média de corrida: 83 ppm
Calorias: 14,442 C
Já Fevereiro foi o mês da Maratona de Sevilha. Os treinos diminuíram em quilometragem mas a intensidade aumentou um pouco. O mau tempo continuou por Lisboa e a preguiça para treinar também não abandonou estas paragens.
Como resultado ficaram estes números:
Contagem: 12 Actividades + 1 Prova
Distância: 169.75 km
Hora: 15:29:38 h:m:s
Ganho de elevação: 1,797 m
Velocidade média: 11.0 km/h
Cadência média de corrida: 83 ppm
Calorias: 15,445 C
O resultado da Maratona de Sevilha foi menos bom, apesar de ter ido em bom ritmo até aos 30 Km.
Agora e até Agosto o objectivo é preparar o melhor possível as provas de Trail em que irei participar. Por esse motivo as provas de estrada não vão estar nos meus horizontes e, a participar em algumas, será mesmo em ritmo de treino e apenas para dar quilómetros às pernas. Para o segundo semestre do ano, ainda terei de pensar e definir objectivos.
Continuação de bons treinos e boas provas!!!

Treino Lisboa Trilhada II

Último dia da semana e último treino da semana. No total foram pouco mais de 87 quilómetros corridos com 2500 metros de desnível positivo nestes sete dias, os primeiros da preparação dedicada à participação no Ultra Trail de São Mamede.
À partida para o Lisboa Trilhada II
Para encerrar esta semana de treinos, optei por participar no Treino Lisboa Trilhada II, promovido pelo grupo Portugal Running e com o Miguel Pinho a ser o pai do percurso.
8h00 e lá estava no ponto de encontro, em frente ao Teatro Nacional D. Maria II, onde cerca de 20 atletas se juntaram para cumprir os cerca de 20 quilómetros previstos para este treino.
A primeira escadaria da manhã
8h10 e começou o treino, um autentico sobe e desce por toda baixa Lisboeta, que hoje não nos quis brindar com um sol risonho como o do dia de ontem.
Como extra e para fazer jus ao nome de Lisboa Trilhada, o percurso incluía subir e descer quase todas as escadarias existentes na baixa Lisboeta. No total do treino não sei quantos degraus se subiram e desceram, mas certamente terão sido uns bons milhares!
Passagens pela Baixa, Castelo, Alfama, Graça, Lavra, Príncipe Real, Estrela, São Bento, Bica, Mouraria e de novo Baixa, fizeram parte do percurso que podem ver aqui:

http://www.strava.com/activities/119005053/embed/39fe86e0ae273a3b246bdb96702308488b72364b

É claro e para não variar, tive de andar perdido por uns momentos durante o treino. É o que dá seguir o Iosif, que supostamente estava a fechar o grupo, mas que afinal não conhecia o percurso! Iosif vou-te oferecer um mapa turístico de Lisboa, para no Lisboa Trilhada III apontares e levares o track do percurso. 😀
A tentar acompanhar a Sandra, sempre cheia de energia e com um ritmo forte 🙂
Para habituar o cabedal a carregar o peso extra nas provas longas, levei novamente a mochila carregada com líquidos, o que reconheço me deu um ar de alien durante todo o treino… O que interessa é que não senti nenhum desconforto a carregar novamente a mochila nas costas, o que é um bom indicador para as provas que aí vêm.

Subir a escadaria da estação do Rossio não foi suficiente, venham de lá as Escadinhas do Duque!

No final foram 20,5 quilómetros que se correram em sobe e desce por Lisboa, com um desnível positivo de 679 metros. Na realidade terá sido mais 1 quilómetro e picos, pois cruzamos locais em que se perdeu o sinal do GPS, como estações de Metro e de Comboio e outros locais cobertos. Foi um início de Domingo bem passado e em boa companhia. Para a semana há mais.

Até para o Coreto tivemos de subir e descer escadas!!! 😀 Cortesia das fotos: Miguel Baptista

Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!

Treino dos Trilhos sem Destino

Este é o primeiro fim-de-semana de uma série deles até Maio, em que existirá dose dupla de treinos mais ou menos longos. Hoje o objectivo era correr 4 horas.

Sempre a subir

Também tivemos de molhar os pés!!!


Para não fazer mais um treino a solo, aproveitei para me juntar ao treino dos Lunáticos da Corrida, que tinha por objectivo correr 30 Km sem destino pela Serra de Sintra.
Às 8h00 da matina e ainda meio ensonado lá estava na Barragem do Rio Mula, ponto de encontro onde cerca de 15 aventureiros e aventureiras partiram à conquista dos 30 Kms.
Como íamos sem destino, começamos por estradões, mas depressa nos desviamos para “trilhos” à espera de serem desbravados. Felizmente não foi tão violento como no treino da semana passada, mas uma coisa é certa, o Xavier não pode ir à frente a escolher caminhos nos treinos. A frase famosa dele é “o trilho está a 200 metros”!!!

Como ainda não sei bem os nomes e os caminhos da Serra de Sintra, sei que passámos pelos Capuchos, pela Peninha, pela Pedra Amarela, pela Quinta do Pisão, e pouco mais. Mas o percurso do treino está aqui por baixo, pelo que se quiserem mesmo saber é espreitarem.

A variedade do percurso colocou mais uma vez à prova os meus ténis Evo Ferus, da gama minimalista da Mizuno. Fosse a subir, a descer, nos estradões, na lama, nos riachos, novamente na lama, nas pedras, nunca perderam a fiabilidade e tracção, apesar de ainda necessitar de adaptar melhor a minha passada.
Santuário da Peninha, fantástico nesta manhã de sol.

Foi dia também de testar a mochila Raidlight Ultra Olmo 12 com mais carga que a semana passada. Mochila carregada com 3 litros de líquidos, comida, roupa, telefone e mais alguns acessórios, colocada às costas na totalidade do treino, nunca se fez sentir desconfortável ou com qualquer impacto menos positivo durante o treino. Falta fazer um teste ainda mais longo com a mochila igualmente carregada, mas parece-me que irá passar novamente com distinção. Em breve colocarei aqui o resultado dos testes.

Por entre árvores e ramos 🙂 Cortesia das fotos: Iosif Bletan.

No final e após algumas voltas pela Serra, o treino terminou apenas com pouco mais de 28 Kms e 977 metros de desnível positivo. Todo o pessoal chegou bem-disposto e animado, e ainda houve tempo para um convívio final, onde as atletas presentes mostraram que para além de excelentes atletas são igualmente excelentes cozinheiras/doceiras.


Amanhã há mais no Treino Trilhar Lisboa.

Continuação de bons treinos e de boas provas.

Meias 3F da Berg Outdoor


Há uns meses atrás li algures que a marca Berg Outdoor foi distinguida em três dos seus produtos, com o prémio Gold Winner na categoria Performance, na maior feira do mercado desportivo: a “ISPO 2013”, em Munique. 
Um destes galardões foi para as meias 3F, que é descrita como uma solução revolucionária 3 em 1: perneira de compressão + polaina + meia de trail running integrados num só produto sem costuras. É ainda anunciado que as perneiras e as polainas são à prova de água por terem sofrido o tratamento Barrier da Heiq, e que as perneiras promovem a circulação sanguínea, a oxigenação e termorregulação.

Estando eu a necessitar de meias, perneiras de compressão e polainas para trail, o produto interessou-me e fui até à Sportzone do Colombo para ver a qualidade, preço e se efectivamente valiam o investimento.

Chegado à loja, encontrei facilmente estas meias num expositor de equipamentos Berg, e verifiquei que a qualidade das meias é boa, as perneiras cumprem os requisitos de compressão e a qualidade é igualmente boa, e as polainas estavam lá não podendo testar a questão de serem ou não à prova de água. Mas obviamente, fazendo boa-fé no anunciado, nada faria prever o contrário. O preço para um produto destes 3 em 1, também não foi mau: 34,99 €; preço de valor igual ao inferior ao de apenas umas perneiras de muitas outras marcas. O único senão não podia experimentar as meias por uma questão de higiene. Na altura não me pareceu uma questão problemática, afinal quem não sabe calçar umas meias, mas…

Entretanto convenci o Vargas a comprar também umas Berg 3F.
Chegados cada um a sua casa, toca a experimentar as meias e… a meia tudo bem, a perneira tudo bem, mas e a polaina?!… Como é que se conseguia colocar a polaina correctamente na ténis sem forçar, ao ponto de partir, o fio de suporte que deverá prender por baixo da sola dos ténis? Foi a questão que colocámos um ao outro. Experiência para aqui, experiência para ali, e perdemos umas horas à volta das meias. 
Mais impaciente, o Vargas foi no dia seguinte à Sportzone de Torres Vedras solicitar instruções acerca de como colocar as polainas e, surpreendentemente, nenhum dos funcionários da loja as soube ensinar ou calçar as polainas correctamente. Resultado o Vargas devolveu as meias dele. 
Eu resolvi indagar a Berg através da sua página do Facebook, local onde presta alguns esclarecimentos a questões que são colocadas pelos utilizadores, mas até ao momento ainda não obtive qualquer resposta. Por coincidência ou talvez não, estas meias desapareceram entretanto do site da Berg, bem como a referência ao prémio que tinham ganho.
Por coincidência e em conversa com outros amigos das corridas, descobri que eu e o Vargas não eramos os únicos com este problema de como colocar as polainas.
Chegado a este ponto estava quase decidido a ir à Sportzone devolver também as meias que adquiri, mas à pressa antes de ir para um treino, resolvi fazer uma derradeira tentativa que… resultou!!!

É esse método que utilizo agora para as calçar as minhas 3F e que partilho de seguida:
Antes de mais é necessário verificar se o fio que prende o suporte da polaina passa correctamente pelo sitio destinado para o efeito. Numa das minha meias, por motivo que desconheço o fio não fazia o circuito correcto, saindo directamente do ponto vermelho mais à direita, para a mola que prende as duas pontas do fio. É igualmente necessário, e caso não esteja já assim, fazer um nó nas extremidades do fio após estes terem passado a mola que as prende.

De seguida é necessário centrar o fio o melhor possível, tendo como referência a mola e meio da polaina. Se o fio que dá a volta à polaina estiver muito maior de um dos lados, irá ser difícil colocar a mesma.

Se puxarem o fio pela mola, conseguem verificar se ele está equilibrado para ambos os lados da polaina.

As fotos seguintes mostram como eu coloco as polainas. Utilizei para estas fotos uns ténis de estrada por ter os ténis de trail cheios de lama. Obviamente o processo é o mesmo, eventualmente será um pouco mais dificultado pelo relevo da sola que os ténis de trail tradicionalmente têm.

Calçar a meia e a perneira não será tarefa árdua. Como primeiro passo para colocar a polaina, chego a parte da posterior da polaina para a frente, apenas o suficiente para cobrir os atacadores. Aproveito para colocar os atacadores o mais confortável possível por debaixo da polaina.

Atrás, dou a maior folga possível ao fio que rodeia a polaina, e puxo a parte anterior da polaina o mais para baixo possível, de modo à polaina cumprir a sua função.  

Com a parte posterior da polaina já em baixo, empurro o fio de suporte da polaina, cujo objectivo será o de ficar a meio do sapato, na parte que geralmente é a mais baixa da sola da sapatilha. 

Esta é a tarefa que coloca sempre a dúvida se o fio de suporte vai aguentar a pressão necessária que temos de fazer, até conseguirmos alcançar o meio da sola dos ténis. Sem medos e com alguma paciência, vamos empurrando gradualmente dos dois lados, de modo ao deslocamento ser uniforme, e após alguma pressão o fio de suporte está no local desejado.

É agora necessário encaixar a mola posterior da polaina, no atacador que está mais na frente dos ténis. Esta tarefa já não deverá apresentar qualquer dificuldade, e é a oportunidade para ajustar correctamente a polaina a ambos os lados da sapatilha.

Termino o ajustamento atrás, apertando a mola que prende as pontas do fio que circunda a polaina. Se necessário e para que a colocação da polaina fique perfeita, procedo aos ajustamentos finais.


O resultado final deverá ser parecido ao da foto acima, com a polaina estica e ajustada à frente e atrás, e com o fio de suporte a passar pelo centro da sola dos ténis.



Desenvolvido o método de utilização, devo acrescentar que a confirmo a resistência à agua da polaina e das perneiras; que considero as meias bastante confortáveis em distâncias longas, e que as perneiras cumprem a sua função de compressão sem qualquer problema. O fio da polaina que passa por baixo dos ténis já durou cerca de 120 Km de treinos, mas estou curioso quanto à durabilidade global do mesmo.

Em resumo, considero as meias Berg 3F um equipamento completo nas funções a que se propõe cumprir, por um valor bastante razoável, e que até ao momento me satisfazem perfeitamente na sua utilização. As primeiras tentativas para colocar as polainas não devem ser fáceis, mas com a prática em 5 minutos temos as meias calçadas e as polainas bem colocadas. 
Espero ter contribuído para facilitar a utilização caso tenham adquirido também estas meias. Se tiverem outro método para colocar as polainas, seja ele mais eficaz ou não, partilhem também connosco. A partilha do conhecimento nunca fez mal a ninguém 😉


Continuação de bons treinos e de boas corridas!!!