UMA ideia que não me sai da cabeça

Desde há uns meses a esta parte que UMA ideia “esquisita” tem andado a remoer na minha cabeça: a Ultra Maratona Atlântica.


Para quem não sabe, a Ultra Maratona Atlântica (UMA) é uma corrida de 43 quilómetros em areia, em pleno verão (este ano a 28 de Julho), de Melides a Tróia e em auto-suficiência, (água e/ou comida tem de ser transportada pelo próprio atleta desde o início da prova).

Diz quem já a fez que é uma prova dura, mas que qualquer um, desde que minimamente preparado a pode fazer com sucesso, isto é, pode chegar ao fim e cruzar a meta.

É estranho o bichinho da UMA não me sair da cabeça, pois ainda nem a minha segunda maratona corri e já estou a pensar na terceira. Diz o poeta que o sonho comanda a vida, e eu acrescento que a realização só acontece quando a vida concretiza o sonho, pelo que decidi acalmar o bichinho da UMA e dar inicio à concretização do sonho, e para tal já efectivei a minha inscrição na Ultra Maratona Atlântica.


Até lá, ainda terei de correr a Maratona do Luxemburgo, e só depois começar o treino e adaptação à corrida na areia. Será mais um passo na doce loucura que é esta vida.

E, parafraseando T.S. Eliot: Só aqueles que arriscam ir demasiado longe ficarão a saber até onde podem ir.

Primeira Meia Maratona de Almada

Correu-se hoje a primeira edição da Meia Maratona de Almada (do século XXI), sim do século XXI, porque antes desta já outras se correram por estas paragens.

E para primeira edição não se saiu nada mal. Uma prova muito bem organizada, limitada a 4000 participantes que se dividiram entre a Meia Maratona, uma mini maratona de 9,5 Km e um passeio pedestre. Os abastecimentos foram em número suficiente, sendo dois deles com bananas e isotónico.
O percurso da Meia Maratona não é dos mais fáceis, é até algo duro para quem está habituado a correr apenas em plano, mas é bonito e promove a passagem por muitos dos pontos emblemáticos do concelho de Almada. A partida nos estaleiros da Lisnave; a passagem pelo interior da Base Naval do Alfeite, onde se pôde ver de relance o navio escola Sagres, um dos famosos submarinos e outras embarcações da Marinha Portuguesa; passagem pelo Parque da Paz; passagem pelo interior (parque de estacionamento) do Almada Fórum; passagem pelo interior da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte da Caparica; e por fim a descida pelo centro de Almada até Cacilhas, terminando a prova no interior da Lisnave junto à famosa grua de 300 toneladas que se vê de Lisboa e do Tejo.
A passagem pelo Parque da Paz – Foto de Paula Veiga
Neste ano e meio que levo de corridas, tenho redescoberto muitos amigos que não via há anos e que por um motivo ou por outro abraçaram também estas andanças das corridas. Hoje encontrei um ex-colega da faculdade, o Pedro, o maior crânio da Licenciatura de Matemática da década de 90, e que fisicamente está na mesma, à excepção de alguns cabelos brancos que a idade não perdoa. Reencontrei também um ex-colega da escola primária, o João Carlos, que já não via ainda há mais tempo, e que me pareceu igualmente em excelente forma. Reencontrei ainda o Camané, este que já tinha encontrado em outras provas recentes, mas que me deu a feliz novidade que vai participar na Ultra Maratona Atlântica Melides – Tróia, prova que não me sai da cabeça há já alguns meses, e que assim tendo companhia certa, parece que vai contar igualmente com a minha participação e será certamente mais fácil de superar.
Local da Partida e Chegada da MMA
No que concerne à prova de hoje, apesar de dura, o meu objectivo pessoal foi concretizado. Estava apostado em baixar da hora e cinquenta de prova, e terminei com o tempo provisório de 1h48’10”, sendo o tempo não oficioso do meu relógio de 1h47’59”. O progresso, apesar de propositadamente lento, é evidente. Há 13 meses atrás, na minha estreia na distância, precisei de quase mais 32 minutos para terminar a Meia Maratona. Apesar de nos últimos meses, em treino, rondar muitas vezes a 1h50’, em termos oficiais o anterior melhor registo era de 1h55’34” na Meia da Nazaré em Novembro de 2012, pelo que melhorei em 7’35” este tempo.
Na prova de hoje ainda me atrevi a correr atrás do balão da 1h45 e tentar ir directamente para esta marca, mas os treinos pesados das últimas semanas fizeram-se sentir nas pernas, e na primeira subida não consegui manter o ritmo abaixo do 5 min/Km dos primeiros cinco quilómetros de corrida. Como sabia que o percurso ainda ia subir mais e bastante, optei por gerir o ritmo e focar-me no objectivo principal que era baixar a tal hora e cinquenta. Foi assim, com uma corrida relativamente bem gerida que mais um objectivo foi cumprido.
Percurso da Meia Maratona de Almada
Para quem gosta de acompanhar mais em detalhe os pormenores das corridas, pode fazê-lo no Strava clicando aqui.

Próxima prova oficial (se não existem sobressaltos até lá): Meia Maratona do Douro Vinhateiro.

Oh Meu Deus – 100 Milhas ou 160 Km

Teve inicio ontem, sexta-feira, às 18 horas, a terceira etapa da prova Oh Meu Deus, uma prova de Ultra Trail com a distância de 100 milhas, que é como quem diz 160 quilómetros. 

O Bruno Santos, um dos membros do Ai Cristo Cristo Vem Cá Abaixo Ver Isto, está a participar nesta prova e desejamos-lhe toda a força nas pernas do mundo, que empenho e força de vontade já ele tem com fartura.
Esta é a estreia do Bruno numa prova desta distância, 160 Km, com um desnível positivo de aproximadamente 7000 metros, e para ser finalizada no máximo de 46 horas.


Acompanhar a preparação de um amigo para uma prova destas à distância, dá-nos uma perspectiva talvez bem diferente do que lhe possa ir na alma.
Os seus treinos foram duros e dedicados, mas uma prova em plena Serra da Estrela, com todos os imponderáveis que esta Serra tem, de dia e de noite, leva certamente a que se sinta um aperto no estômago não imediatamente antes da partida, mas dois ou três dias antes da mesma.

Podem acompanhar a prova do Bruno (e dos outros atletas) clicando aqui: Oh Meu Deus #3 – Siga em Directo.

Para já desejamos-lhe toda a sorte do mundo e que acabe a prova sem grandes mazelas físicas.

Força Bruno!

Oh Meu Deus #3 – 160 Km

Treino Longo Circular a Lisboa

Um dos tipos de treinos que deverão fazer parte da preparação de um atleta que corre distâncias longas, meia maratona ou maratona por exemplo, são os treinos longos. Estes treinos, nunca tão longos quanto a prova em que se vai participar, são a derradeira oportunidade para testar o equipamento: ténis, calções, meias, t-shirt; testar os abastecimentos e a necessidade de líquidos durante a prova; e ainda testar a confiança e a paciência necessárias a completar uma prova longa como a maratona.
Vem este tema a propósito do primeiro treino longo que realizei ontem, inserido na minha preparação para a participação na Maratona do Luxemburgo.
A necessidade deste tipo de treinos é consensual entre a maioria dos praticantes, mas já a sua metodologia apresenta diferenças, ainda que ligeiras, de atleta para atleta, de treinador para treinador.
Percurso do Treino – Circular a Lisboa
Na preparação para a maratona, não existe uma distância exacta para um treino longo. Há quem defenda que os treinos longos não devem ultrapassar os 32 Km, mas há também quem defenda que podem chegar até aos 35 Km. Há quem defenda que estes treinos não devem ultrapassar as 3 horas de duração, mas há também quem defenda que podem ir até às 3h20.
Consensuais parecem ser as opiniões de que a partir dos 25 Km de treino, já se sentem os benefícios do aumento oxigenação pelos músculos, bem como a capacidade dos músculos retardarem o aparecimento da fadiga. Parece ser igualmente consensual de que o ritmo de um treino longo deverá ser 20 a 60 segundos mais lento do que o ritmo que pretendemos impor na corrida da maratona. 

E foi com estas premissas em mente que ontem me fiz à estrada com o objectivo de correr 30 Km em cerca de 3 horas. O estado de espírito não era o melhor: sentia-me preguiçoso para treinar, e um pequeno desarranjo intestinal do dia anterior ainda se fazia sentir, mas o como o que há para fazer é para ser feito, lá fui eu por essa estrada fora. No que diz respeito À hidratação, estava confiante de que os bebedouros por essa Lisboa fora não me iam deixar morrer à sede, pelo que levei comigo apenas dois géis para repor a energia a meio do treino.

Iniciei o treino em Carnaxide e em modo de aquecimento fui directo a Algés, onde iniciei a parte ribeirinha deste percurso até ao Cais do Sodré. 
Duas notas: 1. a falta de civismo de automobilistas e motociclistas, que aproveitam o espaço destinado à ciclovia Cais do Sodré – Belém, para em alguns troços onde é fisicamente possível, estacionarem os seus veículos. Chocou-me particularmente uma mota de alta cilindrada estacionada no meio da ciclovia junto ao Hotel Altis Belém. Os motociclistas que tanto se queixam de outras faltas de civismo, (que efectivamente existem), deviam ser igualmente ser proactivos e não darem estes exemplos. 2. A existência de um único bebedouro nos 9 Km que ligam Algés – Cais do Sodré junto ao Rio, local para onde se deslocam muitos milhares de pessoas, sejam Lisboetas ou turistas e onde há igualmente milhares de pessoas a fazerem os mais variados exercícios.
Chegado ao Cais do Sodré, já com 13 Km nas pernas, talvez o desafio mais interessante deste percurso: subir do Cais do Sodré às Amoreiras. Rua do Alecrim, Largo do Camões, Rua do Século, Príncipe Real, Rua da Escola Politécnica e Rua das Amoreiras, foram 4 Km quase sempre a subir.
Elevação do Percurso
Nota: Bebedouro do Jardim do Príncipe Real avariado. Safou-me o bebedouro do Jardim das Amoreiras
Depois da subida o descanso do guerreiro, com uma descida suave até ao Marquês de Pombal e início de um novo troço a subir: Marquês de Pombal – topo do Parque Eduardo VII. Chegado aqui entrei no “Corredor Verde de Lisboa” e segui a correr pela ciclovia até Sete Rios/Monsanto. Mais duas notas: 1. Bebedouros ao longo do Corredor Verde sistematicamente avariados, safou-se apenas um antes da ponte que atravessa a Av. Calouste Gulbenkian, e que foi o meu último abastecimento até ao final. 2. Cruzei-me com o Dr. Dias Ferreira, também a fazer o seu jogging pelo corredor verde, e quase não resisti a meter-me com ele gritando “Eu não gosto de si”!!!! Mas optei por prosseguir o meu treino sem incidentes “diplomáticos” e deixar o Dr. Dias Ferreira em paz e nas suas reflexões.
Chegado a Monsanto, segui os cerca de 3 km do percurso da ciclovia, sempre a subir, daquelas subidas muito ligeiras mas longas, que não matam mas moem. Depois foi um pulinho por Pina Manique, Zambujal, Alfragide, Serra da Mina e regresso à base a Carnaxide, fazendo um bonito cerco a Lisboa sempre a correr.
Resumo final dos 29,5 km corridos
O ritmo de 6’19/Km não foi o que tinha inicialmente idealizado para este treino, mas enquadra-se dentro do expectável, tendo este treino servido sobretudo para que as pernas (leia-se músculos) não percam o hábito destas distâncias e tirarem o devido partido dos benefícios destes treinos.
A hidratação foi suficiente mas não foi a melhor, três abastecimentos aos 8,5 Km, 15,5 Km e 19 Km, quando o ideal deveria ser beber água aproximadamente de 5 em 5 Km.
No final o cansaço habitual num treino deste género e a satisfação de o ter concluído sem problemas de maior. Repor líquidos, alongar e descansar for a receita que se seguiu.

Hoje já houve direito a meia hora de corrida para recuperar do esforço de ontem.

Total da semana: 80,2 Km corridos. Agora é descansar, ver o Benfica – Sporting e amanhã recomeçar mais uma semana de treinos com os famosos Fartleks.

Treino ao Sol-Pôr

Finalmente chegaram, (até ver), os finais de tarde solarengos. São os finais de tarde onde dá realmente prazer fazer uma corrida à beira Tejo, a ouvir as ondas rebentarem na praia, e ver o sol-pôr lá por detrás de Cascais.

Hoje finalmente aconteceu um desses dias! 
Pôr do Sol visto do Passeio Marítimo de Oeiras – Imagem do Blog http://paredaoeiras.blogspot.pt

Final de tarde, fim de mais um dia de trabalho intenso, trocar o fato pelos calções e t-shirt, e estacionar no início (ou fim) do Paredão de Oeiras. O plano de treinos indicava 1h50 de corrida em ritmo moderado, e assim fiz. Passada moderada, a apreciar a paisagem e a constatar que uma verdadeira multidão invadiu o Paredão de Oeiras, fosse para ir à praia, para caminhar, andar de patins ou bicicleta, ou correr. Esta estrela tão distante de nome Sol, estava mesmo a fazer falta a muitos de nós. 

A maré estava de feição para os surfistas e bodyboarders, e o mar da praia de Carcavelos estava cheio destes saudáveis desportistas.

Fui apreciando a paisagem, a beleza das cores do sol reflectidas no mar e o céu azul mas já a caminhar para o lusco-fusco, e sem dar por ela atingi a metade do meu treino algures entre a Parede e São João do Estoril. Voltei para trás, de regresso ao ponto de partida.

Mais um treino realizado, com muito boa disposição e a boa companhia do amigo Sol que andava desaparecido há uns (longos) dias.

Para os mais curiosos destas coisas, podem consultar aqui o track do Treino Sol-Pôr

20 Buscar para Correr + 1 Km e Corrida do Benfica

Mais um fim-de-semana a chegar ao fim, e mais dois dias de treino intenso na preparação do próximo objectivo: a Maratona do Luxemburgo.

Sábado ao final da tarde foram 21 Km de subidas e descidas no Treino 20 Buscar para Correr + 1Km, ou nome não oficial Meia Maratona de Barcarena.

Este treino organizado pelo corredor Miguel Pinho, contou com a presença de 13 atletas, o que tendo em conta factores como: 
  • primeiro fim-de-semana com sol e calor após várias semanas de chuva; 
  • fim-de-semana recheado de provas de estrada e trail; 
  • treino muito específico de força, com subidas dignas desse nome; 

até nem foi mau. 

Dos 13 corredores iniciais apenas 6 concluímos os 21 km totais do treino, pois existia igualmente a possibilidade de correr apenas os primeiros 8 ou 15 km do percurso.

Depois de um noite de sexta-feira cheia de Sembas e Kizombas, (sim também há vida para além dos treinos e corridas), ao início do treino as perninhas davam o primeiro sinal que os músculos que se utilizam para dançar não são os mesmos que se utilizam para correr, e apesar de não existirem mazelas, estava escrito que as subidas iriam ser duras de subir. Ao fim do primeiro quilometro a primeira subida, com cerca de 900 metros, e a certeza de que o treino ia ser duro. Mas a vontade e a necessidade de treinar subidas falaram mais alto, e todas elas se acabaram por fazer com maior ou menor dificuldade. Preciosa foi também a ajuda de todo o grupo, que nunca deixava ninguém ficar para trás, permitindo assim que o treino fosse tranquilo e fluido.
O percurso foi interessante, com início e fim na Fábrica da Pólvora (em Barcarena), e passando por locais como Leceia, Casal da Serra, Barcarena, Valejas, Tercena, Queluz de Baixo e São Marcos, não necessariamente por esta ordem. Se alguém quiser o track do percurso é só pedir.

Foram 21 Km em 2h05, a um ritmo interessante, em excelente companhia e ficou a vontade de repetir novamente este percurso, ou outro similar. Barcarena e os seus arredores apresentam condições dignas para treinar rampas aqui pertinho de Lisboa.

Ainda sem tempo de recuperar das subidas de Sábado, hoje foi dia da 8ªCorrida do Benfica – António Leitão, e como adepto do Glorioso não poderia faltar a tal evento. 

Apesar de apenas começar às 11 horas, foi com sacrifício que saí da cama para ir correr os 10 Km. A expectativa era fazer os 10 Km em ritmo de treino e assim foi, precisei de 58’37” para cumprir a distância. As ligeiras subidas que a prova de hoje tinha, faziam lembrar as minhas pernas, cada metro que correram nas subidas de Sábado. Desistir está sempre fora de questão, mas confesso que me passou pela cabeça duas ou três vezes o pensamento: mas porque é que eu saí da cama!
A partida da 8ªCorrida do Benfica – Foto do Facebook do Benfica – Modalidades
Uma palavra para um dos principais patrocinadores da Corrida do Benfica: a Adidas. É certo que a Adidas é talvez a empresa que mais corridas patrocina em Portugal mas, todas elas carecem de inscrição, o que no seu total deverá chegar e sobrar para pagar toda a organização do evento, incluindo as T-Shirts de “oferta”. Não se percebe assim o porquê de no segundo dia de levantamento de dorsais já não existirem t-shirts de tamanho XL, e de existirem dois tipos de t-Shirts, umas alusivas à prova e outras não. No meu caso coube-me em sorte uma T-shirt não alusiva à prova, o que para além de ser uma t-shirt técnica com o emblema do Benfica que me agrada, não faz qualquer alusão à Corrida do Benfica, pelo que não serve de recordação.
Já na Meia Maratona da Ponte 25 de Abril, também patrocinada pela Adidas, houve queixas de não existirem t-shirts do tamanho solicitado, nesse caso L, apenas com metade do período para levantamento de dorsais. Penso que uma empresa de equipamentos desportivos da dimensão da Adidas, com os anos de patrocínio e experiência que já tem em centenas de provas nacionais, deveria ter meios de analisar os dados dos anos anteriores e estimar com maior exactidão o número de t-shirts por tamanho que vai precisar para cada prova.

A próxima corrida é a Corrida da Liberdade no dia 25 de Abril. 11 Km por Lisboa, da Pontinha aos Restauradores.

E como o que interessa é mexer, há percursos de 1 Km, 2,5 Km e 5 Km para quem quiser apenas caminhar ou correr uma distância menor. Apareçam e vamos celebrar o Dia da Liberdade, todos em movimento.
As inscrições são gratuitas, quer para a corrida quer para a caminhada, e podem fazê-la clicando aqui.

O homem mais rápido do Mundo

Por vezes sentimo-nos verdadeiros “maluquinhos das corridas” por correr mais um metro ou mais um quilometro do que na semana anterior, por nos gabarmos de mais um objectivo cumprido, uma prova superada ou um qualquer recorde pessoal batido. Para os nossos amigos, aqueles que (quase) compreendem os nossos sacrifícios e motivações, somos verdadeiros atletas, capazes das proezas verdadeiramente mais incríveis.

Mas do que é feito um verdadeiro campeão? Será que sofre como nós sofremos para correr mais um metro ou para tirar um milésimo de segundo ao seu melhor tempo? Será que faz os mesmos sacrifícios que nós fazemos? Alimentação regrada, sacrifícios na vida pessoal, esticar ao máximos os seus limites em treinos e provas?… Tem os mesmos objectivos, as mesmas frustrações, motivações e alegrias que um ser humano “normal”?

É o que vos proponho a verem neste excelente programa sobre a vida e os recordes de Usain Bolt, que passou no canal brasileiro SporTV no ano de 2012.

Clique nos links em baixo para ver as três partes deste fantástico programa:






Usain St. Leo Bolt é um atleta jamaicano, considerado por muitos jornalistas e analistas desportivos como o maior velocista de todos os tempos. Bicampeão olímpico e mundial, além de ser o detentor dos recordes mundiais nos 100 e 200 metros planos, bem como na estafeta 4×100 metros, é o único atleta na história bicampeão em todas as três modalidades em Jogos Olímpicos de forma consecutivas.
Nos 100 metros planos estabeleceu o recorde mundial três vezes, marcando 9,72 segundos no Reebok Grand Prix de Atletismo de Nova Iorque em 2008, depois 9,69s na final olímpica em Pequim 2008 e obtendo 9,58 segundos no Campeonato Mundial de Atletismo de 2009, em Berlim.


Nos 200 metros planos, bateu o recorde mundial com 19,30 segundos, superando a antiga marca do ex-atleta norte-americano Michael Johnson que era de 19,32 s, na final olímpica em Pequim 2008. Em Berlim, em 2009, Usain Bolt quebrou seu próprio recorde, ao estabelecer nova marca mundial de 19s19, durante o Campeonato Mundial de Atletismo.
Com a ajuda de Asafa Powell, Michael Frater e Nesta Carter, conquistou a estafeta 4×100 metros. A Jamaica bateu o antigo recorde mundial que era dos Estados Unidos e vigorava há 15 anos – 37,40 segundos – e estabeleceram o tempo de 37,10 segundos na final olímpica em Pequim 2008. No Campeonato Mundial de Atletismo de 2011, Bolt e a equipa da Jamaica bateram novamente o recorde mundial da estafeta com 37,04s.
Ele também é o recordista mundial júnior dos 200 metros, sua especialidade.
Aos quinze anos ele ganhou uma medalha de ouro e duas de prata no Campeonato Mundial de Atletismo júnior, realizado em Kingston, capital da Jamaica. Seus resultados nas pistas (19,75 segundos para os 200 metros e 9,76 segundos para os 100 metros, até o recorde) valeram-lhe os apelidos de “homem mais rápido do mundo” e Lightning Bolt (“raio”).
Nos Jogos Olímpicos de Pequim, Bolt foi um dos grandes nomes ao vencer os 100, 200 e a estafeta 4×100 metros, batendo os recordes mundiais das três provas.
Em maio de 2009, em Manchester, bateu o recorde dos 150 m planos, prova não disputada em mundiais ou olimpíadas, com o tempo de 14s35. Na ocasião declarou: “Meu objetivo é transformar-me numa lenda, e estou a trabalhar muito duro para o conseguir.”
Em agosto de 2009, disputou o Campeonato Mundial de Atletismo e após vencer a prova dos 200 metros, com novo recorde mundial de 19s19, Bolt disse o que ficará marcado em sua história, o que o consagra como grande atleta, profissional e lendário. “Sempre há limites. Eu não conheço os meus.”— Usain Bolt,
Em Londres 2012, Bolt conquistou o bicampeonato olímpico dos 100 m, ao vencer a prova quebrando seu próprio recorde olímpico de Pequim com 9s63 e dos 200 m, tornando-se o primeiro atleta na história olímpica bicampeão das duas distâncias em Jogos consecutivos.